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Cantora italiana Aramà lança single em Português

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publicado em 16/10/2021 às 12h08
atualizado em 16/10/2021 às 17h05
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Kubitschek Pinheiro MaisPB

Fotos – Junior Franch e Leandro Franco

A cantora italiana Aramà celebra sua relação com a cultura brasileira em lançamentos musicais cantados em português. No mais recente single “Pandora”, a cantora gravou um videoclipe coreografado no Auditório do Ibirapuera.

Aramà mantém uma forte conexão com o Brasil e segue sua carreira musical vinculada à cultura do país. Com lançamentos em português, a artista explora diferentes temas e conceitos contemporâneos.

Com um público cativo em seu país de origem, a artista começou a vislumbrar o mercado brasileiro em 2015, com parcerias em singles. Dois anos depois, lançou o álbum “La Verità” e, em 2019, “As Luas de Wesak”, em que ambos misturam canções em português, italiano e inglês, com referências e colaborações brasileiras

O videoclipe “Sambar in Love”, parceria com Rafael Mike e Boss in Drama já acumula mais de 1 milhão de visualizações no Youtube, foi gravado na Ilha do Combu, um oásis repleto de verde, com “uma experiência incrível”, segundo a artista.

Assista

Da conexão Brasil-Itália, Aramà teve a oportunidade de conhecer artistas locais, como o paraense Felipe Cordeiro – que está na ficha técnica de “Pandora” – e promete participar de próximos trabalhos, além da cantora também paraense Luê.

A artista conversou com o MaisPB e contou seu amor pelo Brasil, pela música brasileira, fala das parcerias e do clipe gravado no Auditório do Ibirapuera.

MaisPB – – Você acaba de lançar um clipe da canção “Pandora” gravado no Auditório do Ibirapuera. Ficou ótimo em preto e branco, onde suas imagens se multiplicam. Vamos falar dessa Deusa filha de Pandora?

Aramà – Todos nós somos um pouco Pandora. Achei o tema do mito de Pandora super atual essa pandemia. Esse mau que entrou com grande força nas nossas vidas, o vírus, e qual mal pior do que os nossos vícios e crenças limitantes? Todos nós somos filhos dos erros que cometemos na nossa vida. Todos nós somos deuses e temos um poder enorme. Precisamos aprender isso e o mundo será nosso. Pandora é um manifesto de força, coragem, e para mim, tentar quebrar crenças limitantes e se abrir ao mundo. A caixa representa nossa vida, nosso campo de ação. Eu sugiro mergulhar e abrir aquela caixa e deixar florescer nossos talentos e qualidades. Bora?

MaisPB – Você mora na Itália? E como aconteceu essa conexão artista com o Brasil?

Aramà – Eu moro há 2 anos em São Paulo, mas nasci em Bologna, na Itália, cidade conhecida como: a culta, a gorda (por causa da comida) e a roça (por causa dos tijolos vermelhos das casas). A minha conexão com o Brasil começou em 2005 durante uma viagem prazerosa que fiz com duas amigas. Me apaixonei completamente por Salvador, Bahia, e decidi estudar violão e canto brasileiro. Após isso, uma produtora brasileira me viu num show na Itália e me apresentou ao produtor Miranda. Ele me deu tantos contatos entre os quais um convite para ir ao sarau artístico que acontecia na casa do fotógrafo brasileiro Gabriel Wickbold. O evento acontecia todo domingo e pude conhecer vários artistas com os quais criei parcerias, como Marcelo Mira, Walmir Borges, Ramilson Maia, Maria Gadu, Ivo Mozart, entre outros.

MaisPB – “Pandora” é o pontapé para sair um novo disco seu entre a Itália e o nosso país?

Aramà – Sim, “Pandora” é exatamente isso. Acho muito importante lembrar dos mitos do passado para criar conexões com nossa vida e com a modernidade dos nossos tempos. Mas antes de continuar com o álbum de “Pandora”, vai sair uma parceria extremamente colorida e pra cima com a cantora paraense Luê. Nesta pandemia, nós precisamos de cores e natureza brasileira. O trabalho com ela ficou muito lindo e não vejo a hora de mostrar para vocês.

MaisPB – Como são os álbuns “La Verità” e, em 2019, “As Luas de Wesak”?

Aramà – O álbum “La Verità” é o meu primeiro álbum e tem parcerias importantes, como Walmir Borges, Banda Strobo, de Belém do Pará, DJ Kalfani. Foi o primeiro passo e contato com a cultura brasileira. Sempre tive o sonho de duetar com o Walmir Borges, uma alma iluminada, grande mestre que se tornou um amigo e irmão, grande referência para mim. Escutava sempre os álbuns dele na Itália e, para mim, foi um grande sonho acontecer uma parceria dessa! Já “As Luas de Wesak” é um álbum em que pude entrar mais e mais na cultura brasileira e mesclar as minhas origens com as minhas experiências no Brasil. A Lua de Wesak é uma lua muito poderosa chamada Lua rosa ou vermelha que acontece a cada ano, quando está em plenilúnio com o signo do Touro. Eu sou taurina e esse tema me encantou. O disco fala de feminilidade, a energia da lua, fala de amor, de resgatar a própria força interior. Pude ter um grande produtor musical comigo, o brasileiro Boss In Drama, que produziu as faixas. O disco tem parcerias de Rafael Mike, ex Dream Team do Passinho, Slim Rimografia, DJ Mista Luba, Eduardo Brechò de Alafia, entre outros. É um mix de ritmos e encantos, acho que definiria assim o álbum.

MaisPB – A faixa “Samba in Love”, é a cara do Brasil; Vamos falar dessa canção e videoclipe?

Aramà – A faixa “Sambar In Love” é uma música pela qual tenho um grande carinho. O projeto foi criado com muito amor e o resultado veio com grande força. Ali tem toda a minha alma de abelha da floresta amazônica. Tem algo ancestral, uma conexão grande com a terra. Aramà, meu nome artístico, é de origem indígena, e pude coroar o sonho de gravar no Bosque Rodrigues Alves, uma pérola na cidade de Belém, e na Ilha do Combu, aos pés de uma samaúma. A canção fala da minha conexão com a natureza, a alma e a areia. Fala do meu amor eterno pelo Brasil, sua natureza, seus perfumes, sua cultura. Nesse trabalho pude colocar um pouco do folclore paraense colocando a dança do carimbó numa música pop. Foi uma das experiências mais totalizantes da minha vida! Agradeço muito por isso!

MaisPB – Você tem uma ligação com a música do Pará?

Aramà – Eu tenho uma grande conexão com o Pará. O primeiro a me falar do Pará foi o Miranda, que me convidou para o musical Terruá Pará, um grande espetáculo que mudou muito minha arte. Estava no teatro no shopping Villa Lobos, em São Paulo, e me lembro que fiquei totalmente chocada com a quantidade de ritmos desse Estado. Foi nesse grande show que conheci a Banda Strobo, Arthur Espíndola, toda a corrente tecnobrega e Felipe Cordeiro, que se tornou meu produtor musical da minha última faixa “Pandora”. A minha conexão com Belém vai além, não só musical, mas na moda também. Vários estilistas de Belém me vestem: Ludmila Hering, Amazônia Ancestral, Bárbara Müller, e agora pude criar minha própria mini coleção de jóias inspirada na natureza brasileira com a marca de artesanato local Chuva de Cor, disponível e com entregas no Brasil inteiro.

MaisPB – Que outros artistas brasileiros você acompanha?

Aramà – Cresci muito com pão e Bossa Nova (risos). Sou fã dos grandes Gilberto Gil, Caetano Veloso, Ivete Sangalo. Também Marisa Monte, adoro Elis Regina, os clássicos da MPB que sempre tocaram aqui em casa. Mas também artistas mais novos como a Céu, novos artistas da corrente baiana como Atooxá, Luedji Luna, no pop com Vitor Kley. No afro pop e reggae o Rael e entre os novos talentos, como Kafé e De Maria, dois amigos e talentos que admiro muito!

MaisPB – Como é sua vida em seu país, nessa pandemia?

Aramà – Voltei para a Itália, para dar um apoio a minha família. Aqui a situação está bem melhor . Os casos baixaram muito e eu já me vacinei. Temos menos de 50 mortos por dia, isso dá um alívio. Certamente não podemos vacilar porque as variantes já chegaram aqui. Não existe mais o uso obrigatório de máscaras nos lugares abertos, mas eu estou com medo, porque as pessoas não respeitam o distanciamento. Vamos ver o que acontece, agora é só rezar.

MaisPB – Agora que você está de volta à Itália, vai se apresentar por aí, já estão liberados os shows?

Aramà – Sim, já fiz o primeiro show final de julho na cidade do meu pai, no Sul da Itália, em Matera, com apresentação do meu novo single “Pandora” e teve a intervenção de um grande artista plástico italiano escultor que se chama Franco di Pede. Ele criou uma obra de arte em tufo, pedra arenaria e porosa típica do Sul, que é um vaso de Pandora que será exposto no museu da cidade. Estou muito feliz com essas conexões. Estão chegando outras datas também. Os shows serão com distanciamento social em lugar aberto, mas já é um início!

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