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Defesa do prefeito diz que fura-fila foi “invenção” da imprensa

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publicado em 08/04/2021 às 13h01
atualizado em 08/04/2021 às 12h20
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Prefeito de Pombal, Dr. Verissinho (MDB), foi vacinado ainda em janeiro contra a Covid-19

A secretária de Saúde de Pombal, Rayane Pereira de Bandeira, encaminhou na semana passada um ofício ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) pedindo o arquivamento da ação que apura a conduta do prefeito do município, Dr. Verissinho (MDB), por ter sido o primeiro a se vacinar contra a Covid-19, logo após as primeiras doses de imunizantes chegarem ao estado. O político é médico obstetra e tem 66 anos. A suspeita é que Verissinho tenha ‘furado a fila’, já que fase inicial de vacinação na Paraíba foi destinada para trabalhadores de saúde que estavam na linha de frente no combate à pandemia, quilombolas e população indígena.

Pombal recebeu 282 doses da CoronaVac ainda em janeiro. Ao ser imunizado, o emedebista justificou.

“Eu me candidato a receber a primeira dose. Não como prefeito, mas como médico atuante. Não estou na UTI, mas estou sempre atendendo pessoas que têm contato com Covid. (…) Também me considero fazendo parte de uma das pessoas do enfrentamento da Covid. Até porque eu não me escondi, não deixei de me encontrar com as pessoas, estou na linha de frente dos problemas da Prefeitura e do Covid”, disse.

Na tentativa de defender a aplicação da vacina no prefeito, a secretária contestou as notícias veiculadas à época e disse que pretendia “desmentir” as matérias.

“É com grande estima e respeito que, tempestivamente, nos dirigimos à Vossa Excelência, com o intuito de esclarecer e desmentir as notícias que foram veiculadas de maneira irresponsável nos últimos dias por diversos veículos da imprensa, os quais fazem uso dos meios de comunicação com o intuito único de gerar polêmica, não se atendo à realidade fática e sem se preocupar com os prejuízos morais e emocionais que possam vir a serem causados ao humano que se encontra por trás do prefeito e médico pombalense que sempre se portou dentro dos princípios da moralidade e impessoalidade, não apenas na seara do serviço público enquanto gestor e profissional da saúde, mas também como cidadão”

No documento, Rayane pontuou que Verissinho é médico desde 1980 e “nunca se furtou de sua atribuição enquanto profissional que, em síntese, consiste em cuidar das vidas e da saúde das pessoas”.

Ela lembra que por ser gestor público, Verissinho não pode trabalhar formalmente com outra função como recebendo remunerada diversa. Mesmo assim, ele continua fazendo atendimentos de maneira gratuita e voluntária na Policlínica Municipal de Saúde, inclusive com pacientes que testaram positivo para Covid-19.

Bandeira afirma, também, que a intenção do prefeito, ao tomar a vacina, foi “dar exemplo a sua cidade, passando a todos os munícipes a mensagem que a vacina é segura e eficaz, não recebendo o imunizante em razão do cargo que exerce, mas como Médico e idoso que é, em pleno exercício de sua profissão”.

“Assim como um guerreiro deve se trajar com sua armadura, nutrir sua montaria e amolar sua espada para guerrear, os profissionais da saúde, que atuam no combate contra a Covid-19, devem munir-se do imunizante, para que blindados pelos efeitos da vacina, possam também guerrear contra este vírus que assola o mundo inteiro e, com isso, proteger as pessoas, por ser este o papel do médico e de todos os profissionais da área da saúde”, concluiu a secretária ao pugnar pelo arquivamento do processo.

MaisPB

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