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religioso desaparecido

Padre Gilmar diz que mentiu sobre sequestro e é indiciado pela Polícia

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publicado em 26/10/2020 às 12h25
atualizado em 26/10/2020 às 14h49
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O padre José Gilmar, que despareceu no início do mês, será indiciado por falsa comunicação de um crime. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo delegado Luciano Soares, superintendente da Polícia Civil em João Pessoa.

O padre informou que tentou desaparecer após sofrer uma extorsão de R$ 50 mil. O valor deveria ter sido pago na terça-feira (13) quando a polícia foi notificada do desaparecimento.

A Arquidiocese informou que ainda não teve acesso ao relatório do inquérito policial e, assim que possível, emitirá nota.

Durante coletiva de imprensa, o superintendente informou que em um segundo depoimento, o religioso disse que foi ao Litoral Sul do estado dirigindo o próprio carro e chegou a ingressar no mar na tentativa de se afogar, mas não conseguiu.

“Agora a gente prossegue com a investigação sobre a nova versão. Não podemos adiantar qual o conteúdo. Mas, o padre dizia que não tinha coragem de pegar o dinheiro que tinha acesso na igreja. Ele dizia que temia que algo de mal acontecesse. E, num gesto de desespero, já que o autor dessa extorsão deu um prazo para que ele resolvesse a pendência, o padre resolveu sair por volta de 11h30 alegando que iria fazer uma encomenda de um corpo que estava na mortuária. Durante a investigação, concluímos que ele não estava na Central de Velório”, disse.

Segundo a polícia, durante o depoimento, o religioso disse que mandou a mensagem quando já se encontrava no Litoral Sul e queria que todos imaginassem que ele tinha morrido, ou seja, algo premeditado.

MaisPB

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