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Gonzaguinha: 75 anos de história e muito sucesso

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publicado em 22/09/2020 às 10h21
atualizado em 22/09/2020 às 10h59
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O cantor e compositor Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, faria 75 anos nesta terça-feira (22) Ele nasceu em 22 de setembro de 1945 no Rio de Janeiro. Era filho registrado do Rei do Baião, Luiz Gonzaga e de Odaléia Guedes dos Santos.

Um pouco da história

Luiz Gonzaga conheceu Léia, como era conhecida Odaléia, em 1945 em uma casa de shows no centro do Rio de Janeiro. Ela era cantora de samba e estava grávida quando conheceu Gonzagão. Foram morar juntos em uma casa alugada e ele assumiu a paternidade da criança, dando-lhe seu nome. No começo o casal tinha uma boa relação, mas deteriorou-se em pouco tempo, levando Léia a sair da casa com o filho após dois anos de convivência. Léia voltou a trabalhar como cantora e dançarina, criando sozinha a criança, com alguma ajuda financeira de Gonzagão.

A mãe, Léia morreu aos 22 anos de tuberculose. Gonzagão se casou novamente em 1948 com Helena. Ele queria levar Gonzaguinha para morar com eles, mas Helena se recusou a ficar com a criança. Por isso Gonzagão entregou a criança para ser cuidada pelos padrinhos do menino, Leopoldina e Henrique Xavier Pinheiro, este último conhecido como Baiano do Violão, que ensinou Gonzaguinha a tocar o instrumento.

A infância de Gonzaguinha foi passada no Morro de São Carlos no bairro do Estácio. Apesar de ser pobre, é uma infância feliz para o garoto que considera os padrinhos os seus verdadeiros pais. Aos 14 anos Gonzaguinha compõe sua primeira música, “Lembranças da Primavera”, seguida, mais tarde, por outras como “Festa” e “From US Of Piaui”, todas elas mais tarde gravadas pelo seu pai. Por esta época contrai, pela primeira vez, tuberculose, uma doença que o afligiria outras vezes em sua vida e que matou sua mãe Léia.

Em 1951, aos 16 anos, foi forçado a ir morar com o pai no bairro de Cocotá, na ilha do Governador. Foram muitas brigas com o pai e com Helena. Por causa disso foi colocado em colégio internos, o que só aumentou a distância entre pai e filho. Só deixou o internato aos 18 anos, indo depois estudar economia na Universidade Cândido Mendes. Paralelamente aos estudos universitários inicia sua carreira musical. Ele se formou em economia, mas nunca exerceu a profissão.

Gonzaguinha foi um compositor notável. Na maior parte das vezes compunha sozinho, já que era um talentoso músico e também um letrista repleto cujas canções trazem imagens fotográficas do amor, de luta, de crianças, da felicidade da dor ao nos ensinar que “viver e não ter a vergonha de ser feliz” foi a maior sacada.

Muitas das suas canções de Gonzaguinha foram regravadas interpretes cantores da MPB como Elis Regina, Zizi Possi, Gal Costa, Fagner, Joanna, Maria Bethânia e Simone. No total Gonzaguinha lançou 16 LPs até 1990.
Em 29 de abril de 1991, aos 45 anos Gonzaguinha foi vítima de um acidente automobilístico. O carro que dirigia, um Monza, foi surpreendido por uma caminhonete que vinha na contramão. Ele viajava de Pato Branco, Paraná, para Foz de Iguaçu, de onde seguiria para Florianópolis de avião. Na época o cantor morava em Belo Horizonte em companhia de sua esposa Louise e a filha deles, Mariana. Faz muita falta.

Kubitschek Pinheiro – MaisPB, com informações do livro “Gonzaguinha e Gonzagão – uma História Brasileira” (2006) da jornalista Regina Echeverria

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