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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: kubipinheiro@yahoo.com.br

Os girassóis murcharam

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publicado em 04/08/2020 às 07h00
atualizado em 04/08/2020 às 06h50
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Uma porta é uma porta, não importa. Quando ela está aberta, nem sempre é para “emburacar”. O grito vem das ruas. Eu realmente queria que João Pessoa tivesse uma prefeita. Quem sabe, a escritora Pepita não se candidataria e faria uma boa gestão? Quem sabe um arquiteto ou um poeta? Germano Romero, um homem inteligente, daria um jeito na cidade como prefeito ou Hildeberto Barbosa. Eu faria um movimento, qualquer coisa que ultrapassasse a existência de uma motivação ser a porta – aquela porta, ou atrás da porta. Não, não vamos falar de política.

Outro dia estava pensando na jornalista Messina Palmeira, com seu texto primoroso a desenhar pensamentos e combater o eleitor resistente, mas Messina sumiu. Adorava sua coluna no Correio da PB, aos domingos. Ela também poderia ser a prefeita de João Pessoa e incrementaria o turismo. Organizada, politicamente correta, daria um jeito na cidade antiga, mas realmente eu não quero falar em política.

Nessa pandemia mudei muito, mas muito é muito pouco. Eu estava na peneira, estava peneirando e lembrei de “Totonho e os Cabras”, mas Totonho não quer ser perfeito de João Pessoa. Certamente, o saudoso humorista Piancó, mas ele se foi antes do caos.

Ana Márcia Alves nunca mais deu o ar da sua graça. Graças a Dio como ti amo. Ana é bem competente, antenada, poderia ser a prefeita da capital paraibana, mas tenho a impressão que ela não tem tempo. Talvez Severino Sertanejo, seu “Papi”, mas ele gosta mesmo é de poesia.

Mudando de assunto, liguei para comadre Jória Guerreiro para pedir uma xícara de açúcar, ela não atendeu. Deu retorno. Já Sylvio Stallone, não dá retorno nem por 100 e uma cocada preta. A amiga J anda muito ocupada na guerra conta a Covid 19, mas parece que seu cônjuge, o magnifico Dablio G não gosta mais de mim, mas sua filha gosta.

Se agora gasto os dias a escutar notícias sobre jiboias, jias, jiló, pão de ló, talvez o jurista João José da Cruz daria um excelente prefeito, mas ele está em Cancún fazendo mestrado em Precatórios, A semana passada, no fim da semana, vi pessoas “fellinianas” que passam perto de mim nos supermercados, sabendo que a via é outra, nem devias, porque estamos todos ocupados demais e tais criaturas nem notam que falta meu dente queiro, queira ou não queira.

De olhos bem fechados, eu estou contando os dias para a “live” de Caetano, para ver se a Paulinha deixa “Caetas“ em paz, comendo sua paçoca preferida. Lá vem o mano, o mano Caetano…
O meu pensamento fura os óculos cor da noite e choro pensando em “Antonico”, quando Gal canta que é necessário uma viração pra o Nestor. Viro o disco e ela canta “Assum Preto” e me transporta para Asa Branca, digo Serra Branca. Nessa hora bate o martelo no confronto da minha crônica brega. Cadê minha lista de candidatos a prefeito de João Pessoa, Dona Francis?

Pensei em Cal Aranha, ele poderia ser o prefeito da cidade, tomaria posse no Teatro Santa Roza e faria um discurso bem tropicalista, que assustaria até o Batalhão da PM, mas Marcos Pires disse que Aranha não aguentaria o tombo. Talvez, Aratanha. Cadê Ará? Ser perfeito é foda.

Eu estava no Beco Augusto dos Anjos e vejo o jornalista Augusto Magalhães abalado como o anuncio da pré candidatura pelo Partido Amarelo, da jornalista Adriana Rodrigues e o vice, seu marido, Moisés com as tábuas dos 12 mandamentos. Gugu arrasa. Por onde andará a tresloucada europeia, Leo Mendozza?

Uma porta é uma porta, não importa. Para os perdedores, não esqueçam que quando Zeus fecha uma porta, Hera abre uma basculante.

Se Virgulino for candidato, voto em Lampião, mas tenho que pedir a benção a Padim Ciço Lucena. Quer saber? Irene Dias daria uma super prefeita, com seus belos poemas eróticos. Sim, Rita Barrozal e Dr. MoArcoverde serão candidatos a vereador, mas já prometi meu voto a “Mofi”

Estava ouvindo Amelinha cantar: “Só de baixo, cento e vinte, botão preto bem juntinho, como nêgo empareado”, aí lembrei do dia em que a Terra parou. Parou por quê? Ué, voltei a delirar? Os girassóis murcharam? Poxa!

Kapetadas

1 – É isso mesmo – além da vacina contra Covid, o Brasil tá precisando de vacina contra raiva.
2 – Pode fumar, fume até a piola, mas não libere a fumaça.
3 – Som na caixa: “E no jardim os urubus passeiam, a tarde inteira entre os girassóis”, Caetano Veloso.

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