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Biscoito Fino lança disco em homenagem aos 100 anos de Elizeth Cardoso

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publicado em 31/07/2020 às 19h10
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O show foi gravado no Sesc Pinheiros em São Paulo, em março deste ano, antes da pandemia e presta tributo à cantora Elizeth Cardoso, cujo centenário aconteceu no último dia 15 e reuniu intérpretes de diferentes estilos em torno das canções que ela imortalizou. O registro ganha agora as plataformas digitais nesta sexta-feira, dentro das comemorações pelo centenário da cantora.

Não foi à toa que Elizeth Cardoso ficou conhecida como a “Divina” dentro da história da música brasileira. Por ter cantado um repertório de primeira categoria, em uma das mais impecáveis discografias da nossa música, chegamos ao centenário de seu nascimento celebrando o seu legado musical com um elenco versátil, repleto de ligações musicais com a homenageada.

Alaíde Costa, Ayrton Montarroyos, Claudette Soares, Eliana Pittman, Leci Brandão e Zezé Motta se revezam no palco, convidados pelo produtor musical Thiago Marques Luiz, que se especializou em tributos a grandes nomes da música brasileira. A maioria do elenco conviveu com Elizeth Cardoso, como Claudette, contratada da TV Record no mesmo período em que a homenageada apresentava o programa Bossaudade. Zezé Motta gravou um álbum com clássicos de Elizeth em 2000, e Leci a conheceu no início da carreira, participando de um disco dedicado ao sambista Donga.

Eilzeth – 100 anos

Elizeth nasceu no dia 16 de julho de 1920, numa família de músicos. Seu pai, violonista e seresteiro, foi seu grande incentivador. Começou a carreira profissional aos 16 anos descoberta por Jacob do Bandolim em programas de calouro. Logo participaria de programas de prestígio, ao lado de nomes consagrados como Vicente Celestino, Aracy de Almeida e Moreira da Silva.

O sucesso só chegou depois de alguns anos atuando como crooner no famoso “Dancing Avenida”, quando gravou “Canção de Amor” (Chocolate e Elano de Paula) em um 78 rotações, abrindo caminho para outros sucessos radiofônicos.

Em 1957 gravou o antológico álbum “Canção do Amor Demais”, com músicas de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, com a participação de um novato chamado João Gilberto ao violão, imprimindo a marca bossanovista ao clássico “Chega de Saudade”. A essa altura, Elizeth já era uma cantora de prestígio e lançou, a partir daí, vários sucesso, seguidos em aparições nas TVs Record e depois Tupi.

Kubitschek Pinheiro – MaisPB

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