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Bacharel em Comunicação Social (Jornalismo) pela Uninassau. Tem formação técnica em Rádio e TV pela FUNETEC, com atuação em veículos da Paraíba. Atua como colaborador em site de notícias nacional e também presta serviços de assessoria de comunicação.

Bolsonaro anima a tropa no começo do ano

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publicado em 05/01/2020 às 10h00
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Chegou o tão esperado ano novo e o calendário parece correr apressado. Arrancamos todos com muita esperança e fé de dias melhores, com mais oportunidades e prosperidade. Aproveito o ensejo para agradecer a cada leitor que nos acompanha desde dezembro do ano passado, quando por convite do jornalista Heron Cid, passei a escrever no conceituado portal MaisPB, da nossa Paraíba para o mundo. Desejo que todos tenham passado bem os festejos de Natal e Réveillon. Vamos em frente que 2020 promete fortes emoções!

Como o título da coluna anuncia, abordarei alguns pontos da transmissão ao vivo feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no final da tarde deste sábado (04), através do Facebook.

Sentado na biblioteca, com a camisa do seu Palmeiras e o habitual relógio esportivo no braço, o Presidente da República deu início à transmissão com outro aparelho móvel escorado numa mala preta de couro. Na conexão paralela, estava um grupo de apoiadores cearenses do Aliança pelo Brasil, partido a ser criado em breve após os devidos trâmites junto ao TSE.

Com o entusiasmo habitual, Bolsonaro provocou a interação, e a primeira pergunta foi sobre segurança pública, abrindo espaço em seguida para o turismo. O presidente comemorou ações no combate ao crime organizado e admitiu um bom diálogo com o governador do Ceará, o petista Camilo Santana. Destacou o trabalho feito por Marcelo Álvaro Antônio, ministro do Turismo. Além da conversa institucional amistosa com o governador, não esqueceu os líderes locais: Alex Ceará e o General Theophilo.

Podemos destacar que o foco do líder conservador Jair Bolsonaro, foi chamar a tropa para a batalha. Assinalou o potencial do futuro partido, mas sem esquecer os antigos amigos do PSL -mesmo sem citar nomes – disparou contra aqueles que, segundo ele, se encantaram pelas benesses do poder, notadamente os parlamentares que cresceram os olhos no fundo partidário. Bolsonaro acredita que o novo Aliança pelo Brasil terá potencial de eleger cerca de 100 deputados federais em 2022.

O capitão Jair reforçou a necessidade de comandos partidários coesos, para garantir o filtro nos quadros, justamente para evitar os problemas vistos no PSL, seu ninho anterior.

Além de animar os apoiadores, Bolsonaro mirou nas ações do Governo e no futuro. Em alto e bom som, ressaltou que aceita críticas e ‘pancadas’, mas pede mais critério diante das notícias que circulam e dos fatos sobre o seu governo. Para o presidente, é preciso mais compreensão das pessoas sobre as regras da Constituição Federal, que organiza os poderes da República, mencionados claramente: Executivo, Legislativo e Judiciário. Tenho que concordar com o presidente. Muitos dos seus eleitores estão ansiosos demais na implementação do programa de governo escolhido pela maioria do povo brasileiro. O chefe do executivo não pode atropelar os trâmites legais, sob pena de incorrer em crime de responsabilidade, por exemplo.

Sobre a harmonia com o Poder Judiciário, mencionou liminar do STF no ano passado, que garantiu o abastecimento de navios iranianos em águas brasileiras, diante do embargo dos Estados Unidos e a tensão com o Irã desde então. Sabemos bem como a temperatura subiu nos últimos dias. Sobre a política externa, citou a migração em massa dos venezuelanos que fogem do socialismo de Maduro e os reflexos mais agudos em Roraima. Bolsonaro afirmou também que respeita o resultado das urnas na Argentina, e que espera do novo presidente, Alberto Fernández, cumprimento ao novo acordo do Mercosul com a União Européia.

Discorreu também acerca do juíz de garantias, e da não repercussão do tema antes da sanção do projeto oriundo do parlamento. Do fundão eleitoral, destacou justamente sobre a lei e rechaçou que teria usado dinheiro público em campanha (teve gente da imprensa que acusou), até por impossibilidade cronológica mesmo.

Bolsonaro segue em comunicação direta com as pessoas, da mesma forma que fez no auge da sua atuação como deputado federal, passando pela campanha que o alçou ao Palácio do Planalto. Comunicação simples e de baixíssimo custo, mas com mensagens diretas e sinceras, mirando os corações e mentes.

Ficou claro seu interesse pelo Nordeste nesta transmissão pela internet, especialmente pelo desejo de voltar ao Ceará, desta vez com a filha caçula Laura, para que ela possa conhecer Crateús, cidade originária de familiares da primeira-dama Michele Bolsonaro.

Para não perder o costume, o presidente abriu novamente as baterias contra o governador Wilson Witzel (PSC). Bolsonaro atribui com muita veemência, o envolvimento direto do governador fluminense nas investigações e suposta manipulação no inquérito da Polícia Cívil no Caso Marielle. Relembrou que o governador do Rio andava colado com seu filho senador Flávio Bolsonaro (sem partido), sendo eleito com o prestígio bolsonarista.

Ufa! Foram esses alguns apontamentos da longa transmissão do presidente – foi quase uma hora de conversa. Vale lembrar que Bolsonaro, apesar dos atritos durante o seu primeiro ano de governo, foi quem mais recebeu jornalistas entre cafés e almoços em Brasília. Mas a sua comunicação mais efetiva, tal qual o seu aliado Donald Trump, ocorre sem intermediários, pelas redes sociais.

O ano novo promete ser vibrante na política brasileira.

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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