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Xeque-Mate confronta TCE e Gaeco

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publicado em 23/05/2019 às 07h00
atualizado em 23/05/2019 às 13h06

Deflagrada nesta quarta-feira (22), a 4ª fase da Operação Xeque-Mate gerou confronto e questionamentos entre o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, André Carlo Torres e o coordenador do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), Octávio Paulo Neto.

Torres questionou a condução da operação e seus ‘pesos e medidas’.  “É de estranhar uma operação em que, quem compra e quem paga está preso, mas quem vende está solto”, alfinetou, em referência as prisões do empresário Roberto Santiago e do ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana, enquanto Luceninha, acusado de ‘vender’ o cargo, permaneceu solto.

“É de estranhar uma operação em que, quem compra e quem paga está preso, mas quem vende está solto. Vossa excelência (Fernando Catão) está sendo alvo de mandados de busca e apreensão, mas quem pediu para vossa excelência dar a cautelar e revogar a cautelar está passando em brancas nuvens sem nenhuma investigação. É bom que se diga com clareza: quem pediu para vossa excelência dar a cautelar e suspender foi o Ministério Público de Contas, que atua junto ao Tribunal, que faz parte do conjunto de Ministérios Públicos do Brasil. Quando o pedido do delegado da Polícia Federal da Paraíba e do promotor de Justiça responsável pelo Gaeco foi ao Tribunal de Justiça da Paraíba para deflagrar a investigação omitiu essa informação. É bom que as coisas sejam ditas com palavras claras”, disse.

Coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto rebateu os questionamentos de André Carlo e sugeriu que o conselheiro esteja em ‘profunda reflexão’. “É natural vê-lo nesse estado psicológico certamente fruto de reflexões profundas, principalmente quanto ao papel desenvolvido, assim não me compete qualquer juízo de valor”, respondeu.

MaisPB

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