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moção de censura

Primeiro-ministro da Suécia é destituído do cargo

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publicado em 25/09/2018 às 15h37
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O primeiro-ministro da Suécia, o social-democrata Stefan Lofven, foi destituído do cargo nesta terça-feira, pelo Riksdag (Parlamento), ao perder uma moção de censura apresentada contra ele pela oposição por 204 a 142 votos.

Lofven e seu governo em minoria continuarão exercendo o poder de forma interina até que a nova Câmara constituída hoje, após as eleições gerais disputadas no último dia 9, eleja um novo governo.

O bloco de esquerda ganhou o pleito com 144 cadeiras, contra 143 da Aliança de Centro-direita. O partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD) ficou com 62, e fundamental para assegurar a maioria, embora a princípio, nenhuma das outras forças queira pactuar com ele.

A destituição de Lofven era esperada, depois que tanto a Aliança como o SD insistiram durante a campanha e também após as eleições que votariam contra sua continuidade e de seu governo de coalizão com o Partido do Meio Ambiente, apoiado de fora pelo Partido da Esquerda.

“A Suécia precisa de uma nova direção e um novo governo”, disse hoje, o líder conservador, Ulf Kristersson, antes da votação.

O líder do grupo parlamentar social-democrata, Anders Ygeman, lembrou que seu partido foi o mais votado dentro do bloco com mais apoio, previu o fim da política de blocos e advertiu a Aliança de que agora dependerá do apoio ativo do SD.

“Mesmo que seja destituído, a situação na Câmara será a mesma. É por isso que Stefan Lofven continua sendo o candidato mais lógico para tentar formar governo”, afirmou Ygeman.

O líder do SD, Jimmie Akesson, afirmou que seu partido tem um ponto de vista “pragmático” e que está disposto a negociar com todos os partidos e assumir compromissos, mas não o fará de graça.

Já o presidente do Parlamento, o conservador Andreas Norlen, deverá iniciar agora as conversas com os líderes dos grupos parlamentares para escolher aquele que ele considere ter o maior apoio para formar um governo e levar adiante os orçamentos.

Os dois principais blocos políticos mostraram seu desejo de governar sem os votos do SD, mas talvez não possam concordar com a forma: a Aliança quer fazer isso sozinha, somente com acordos pontuais, enquanto Lofven prefere liderar um gabinete que inclua também a liberais e centristas, a quem ele estendeu a mão sem sucesso.

Norlen terá até quatro tentativas para escolher um candidato e formar o governo: se nenhum tiver a confiança do Parlamento – algo que nunca ocorreu na Suécia -, serão convocadas eleições antecipadas em três meses.

Agência EFE

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