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Hong Kong

Professor usa bola de ioga para matar esposa e filha

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publicado em 23/08/2018 às 10h54
atualizado em 23/08/2018 às 10h55

O professor universitário malaio Khaw Kim-sun, de 53 anos, está sendo acusado de homicídio “deliberado e calculado” de sua esposa e da sua filha numa corte em Hong Kong. O que chamou atenção da imprensa no caso foi o método usado pelo réu. Especialista em anestesia, ele encheu uma bola inflável de ioga com monóxido de carbono e a colocou no carro da mulher, para intoxicar o ar no interior do veículo, apontou a promotoria no primeiro dia do julgamento, na quarta-feira. Khaw nega as acusações.

O crime aconteceu em maio de 2015. Wong Siew-fung, de 47 anos, e a filha do casal, Khaw Li-ling, de 16, foram encontradas mortas sem sinais de violência no interior de um Mini Cooper. Inicialmente, a complexidade do caso impressionou os policiais, mas a autópsia da adolescente revelou intoxicação por monóxido de carbono. E dentro do veículo foi encontrada uma bola de ioga vazia, informa o jornal “South China Morning Post”.

De acordo com a acusação, Khan mantinha um caso extraconjugal com uma aluna e queria se divorciar, mas Wong não aceitava. Então, planejou minuciosamente o assassinato da esposa. O promotor Andrew Bruce sustentou em frente aos jurados que o professor montou um projeto de pesquisa “sem valor” científico para obter o monóxido de carbono.

Seus colegas do departamento de anestesia da Universidade Chinesa de Hong Kong o flagraram enchendo duas bolas infláveis com o gás, mas Khan os despistou, alegando que levaria a substância para testar a pureza e experimentar os efeitos do gás em coelhos. Especialistas apontaram que a experiência com os coelhos jamais poderia ser transferida para humanos e que o armazenamento do monóxido de carbono nas bolas era “extremamente perigoso”. A estimativa é que o professor tenha gasto dezenas de milhares de dólares para adquirir 6,8 metros cúbicos do gás, com 99% de pureza.

Em depoimentos à polícia, ele contou que levou o gás para casa nas bolas de ioga para exterminar ratos, mas a faxineira da casa negou a existência do problema. Khaw também sugeriu que a filha tivesse usado as bolas com gás para cometer suicídio.

“Isso simplesmente não é verdade”,  afirmou Bruce, destacando que professores da jovem disseram que, aparentemente, ela não teria motivos para se matar.

Para a promotoria, Wong sabia que o marido mantinha um caso extraconjugal, mas se negava a conceder o divórcio. Então, Khaw decidiu matá-la. Mas a morte da filha do casal não estava planejada.

“A última coisa que o acusado queria era a morte da filha de 16 anos”,  disse o promotor, explicando que Khaw não sabia que a filha não estaria na escola no dia em que planejou o homicídio. — Mas se uma pessoa sabia que havia monóxido de carbono no carro e sabia que o gás é perigoso e pode matar, é possível confirmar que esta pessoa tinha o assassinato em mente.

O julgamento continua.

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