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Multidão lota Cemitério para sepultamento de Reginaldo Rossi

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publicado em 21/12/2013 ás 16h28

O corpo do cantor e compositor Reginaldo Rossi chegou ao Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife, por volta das 16h40 deste sábado (21). O cortejo com o caixão em uma viatura do Corpo de Bombeiros deixou a Assembleia Legislativa de Pernambuco, no Centro da capital, sob aplausos dos fãs, que entoavam canções do “Rei do Brega”. Durante todo o trajeto, admiradores saíram às ruas para dar o último adeus ao artista.

 

Pelo caminho, o trânsito foi interrompido para permitir a passagem do cortejo. “É Reginaldo Rossi, a gente entende", disse o comerciante Aureliano Chaves, que estava seguindo para casa e teve que parar em um dos bloqueios montado pela polícia, no viaduto do Salgadinho, em Olinda.

O cortejo saiu da Rua da Aurora, passou pela Avenida Cruz Cabugá, PE-01, Avenida Pan Nordestina e PE-15, até chegar ao cemitério. O caixão seguiu então para uma capela, onde uma missa começou por volta das 17h20. A cerimônia é reservada a parentes e amigos mais próximos do artista. O enterro deve ocorrer em seguida e poderá ser acompanhado por um telão montado no local.

“Sempre admirei muito Reginaldo Rossi. Em meus sermões, costumo sempre citar uma frase dele: ‘sou maior que Deus só no pecado, porque Deus nunca pecou’. Hoje estou aqui celebrando a missa de corpo presente dele”, comentou o padre Hélio do Nascimento, da Paróquia de São Francisco de Assis, em Paulista.

O velório de Reginaldo Rossi começou no fim da tarde da sexta-feira (20). Neste sábado, fãs emocionados chegaram a improvisar uma festa no local do velório, cantando os sucessos do artista, como “Garçom”, “A Raposa e as Uvas” e “Recife, Minha Cidade”. Nas mãos, flores, fotos, discos e lembranças daquele que cantou as belezas de Pernambuco e as dores e amores da vida.

 O vice-governador de Pernambuco, João Lyra Neto, esteve no local para se despedir do músico. “Nos últimos 25 anos, tivemos uma proximidade muito grande. Ele participou de muitos momentos da minha vida pública. Eu vim aqui homenagear não só o grande artista que ele é, como a amizade que construímos nesses anos", destacou.

A empregada doméstica Solange Oliveira trouxe consigo um cartaz que guarda desde os tempos de adolescência. "Ele é meu ídolo, gosto muito dele, não é porque se foi que vou deixar de gostar. Ele era popular, era uma pessoa direita, brincalhona", contou.

Com um radinho e um vinil do disco de ouro do Rei, o professor de história Rodrigo Pessoa Cavalcanti estava emocionado de poder ver Reginaldo Rossi, mesmo de longe. "Vi muito show dele, sou fã desde criança. Esse disco eu comprei em 1993 e guardei com muito carinho, muito amor, ninguém mexe nele", afirmou.

O carinho dos fãs, que passavam batendo palmas e cantando músicas durante o velório, mostram que a alegria que o pai tentava transmitir está ainda presente, acredita o filho Roberto Rossi. "Eu não vim enterrar o meu pai, vim celebrar uma vida, uma carreira. A vida dele foi subir no palco, entoar as músicas dele e celebrar a vida", explicou.
Professor de história Rodrigo Pessoa Cavalcanti foi ao velório com um radinho e um vinil do disco de ouro de Rossi

Uma missa reservada para parentes e amigos próximos vai ser celebrada no Morada da Paz, às 18h30. O sepultamento está previsto para as 20h e vai poder ser acompanhado pelos fãs através de um telão montado no local,

Rossi morreu na manhã desta sexta-feira, no Recife, de falência múltipla de órgãos, decorrente das complicações de um câncer no pulmão direito. O velório será realizado a partir das 19h desta sexta-feira, no plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na Rua da Aurora, bairro da Boa Vista, área central do Recife.

O médico Jorge Pinho, um dos integrantes da equipe que tratou do artista, contou que o paciente vinha melhorando, mas, na quinta-feira (19), apresentou fadiga muscular e insuficiência respiratória, com queda no oxigênio. “Por isso nós tivemos que interceder para fazer nova intubação. Ele teve que respirar com a ajuda de aparelhos, tivemos que sedar o paciente, porque faz parte do protocolo”, esclareceu.

De acordo com Pinho, Reginaldo estava sedado, cercado de cuidados devido a essa piora no quadro clínico. “Mesmo com a hemodiálise sendo realizada, os rins dele não vinham respondendo. Ele estava anúrico, ou seja, sem urinar nada. Todos os órgãos têm que participar em harmonia para haver sucesso do tratamento”, afirmou.

G1

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