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NOVA LEGENDA

Partido Pirata convoca ativistas para 1ª assembleia nacional

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publicado em 08/05/2014 ás 09h14

 Acontecerá em Curitiba, entre os dias 23 e 25 de maio, a 1ª Assembleia Pirata, evento de âmbito nacional que reunirá ativistas e representantes do Partido Pirata de todo o Brasil. Dentre os objetivos, serão colocados em pauta reformas no Estatuto e no Programa Político, além de discussões sobre o posicionamento político no cenário atual e estratégias para a campanha de oficialização. 

“Defendemos o livre compartilhamento de conhecimento e cultura, a transparência do Estado, a privacidade individual, especialmente nas redes, a defesa dos direitos humanos e o empoderamento popular”, explica o gerente de projetos Kristian Pasini, primeiro secretário-geral do Piratas.

O partido foi criado na internet, a partir do exemplo dos partidos piratas europeus – o primeiro deles surgiu na Suécia, em 2006, que hoje tem dois piratas como deputados no parlamento europeu. Na Alemanha, a legenda conta com 45 representantes regionais – entre 2011 e 2013, o brasileiro Fabrício do Canto foi um dos eleitos para o colegiado de Berlim.

No Brasil, depois de sua movimentação na internet, o partido teve fundação formal em um encontro realizado em julho de 2012, em Recife, com 101 pessoas.

Coleta
Ao contrário do Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva que buscou colher as assinaturas a tempo de participar das eleições de 2014 e fracassou em sua intenção, o Piratas não tem pressa. “Temos até meados de 2015 para conseguir participar das eleições de 2016, que é a nossa meta”, explica Pasini.

De acordo com o fundador Paulo Rená, a aspirante a legenda tinha a possibilidade de correr e tentar participar da próxima eleição, mas os riscos eram grandes. “A experiência frustrada da Marina mostra que a gente acertou. Se ela, que tem uma estrutura forte ao lado dela, não conseguiu, a gente também não conseguiria”, comenta.

A escolha para 2016 tem outro ponto importante além do tempo para os Piratas: a ênfase na política local é uma das bandeiras do grupo. “Acreditamos que a unidade da vida em sociedade são as cidades. Queremos partir da base para seguir em frente com um movimento maior”, explica Pasini. Já Rená acredita que “em 2016, uma vitória de qualquer vereador do Partido Pirata em qualquer um dos 5 mil municípios do Brasil seria um grande feito para o partido”.

A assembleia pirata, que será realizada entre 23 e 25 deste mês, também servirá para reafirmar posicionamentos econômicos sobre direito autoral, software livre e quebra de patentes, assim como intensificar o programa sobre neutralidade da rede, privacidade dos usuários, transparência pública e livre compartilhamento de informações.

O Movimento almeja introduzir a Ideologia Pirata em diversas áreas. Seguindo os princípios de Liberdade Civil, balizadores do Movimento Pirata, a Assembleia terá em discussão temas como: a) a não criminalização de manifestações virtuais que se utilizam da negação de serviço (DDOS) e deface; b) legalização das drogas; c) autodeterminação de identidade sexual e de gênero; d) legalização do aborto; e) defesa do parto humanizado e profissionalização da atividade de doula; f) profissionalização da atividade sexual; g) pluralidade familiar e liberdade de afeto; h) eutanásia; i) neurodiversidade; j) quebra do monopólio dos meios de comunicação; dentre outros.

Outros pontos de reflexão tratam das manifestações populares previstas durante a Copa do Mundo e do projeto para a coleta das assinaturas necessárias à formalização enquanto partido político. No domingo, 25, os Piratas planejam participar da Marcha da Maconha Curitiba.

Com Estadão e Assessoria

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