João Pessoa, 10 de maio de 2014 | --ºC / --ºC
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O empresário Eike Batista teve quebrados os seus sigilos bancário e telefônico. A decisão, divulgada pela 3ª Vara de Justiça Federal, está diretamente ligada à decisão sobre o bloqueio de bens do empresário, decretado nesta semana, no valor de R$ 122 milhões. A decisão ocorreu a pedido do Ministério Público Federal.
O valor de R$ 122 milhões é referente a duas operações de vendas de ações em 2013. Houve ainda um pedido de mandado de busca e apreensão para a casa do empresário, mas que foi negado pelo juiz Flávio Roberto de Souza 3ª Vara de Justiça Federal. O empresário ainda tem duas outras ações na mesma vara, que correm em segredo de justiça.
Em nota, a assessoria de imprensa da EBX informou que, segundo comunicação feita pela Secretaria da 3ª Vara Federal, não houve qualquer pedido de busca e apreensão, não tendo, consequentemente, sido realizada qualquer diligência com esse fim. Quanto à ordem de quebra de sigilo bancário e fiscal, a medida coincide com o propósito reiterado de mostrar aos órgãos judiciários, ao Ministério Púbico e a todos os interessados a regularidade de tais elementos, tanto assim que a defesa não interporá qualquer recurso dessa decisão.
Acrescentou a assessoria que, no momento oportuno, a própria defesa irá pedir a verificação de todas as operações bancárias, bem como de todas as informações prestadas à Fazenda. A assessoria disse ainda que voltará ao assunto assim que os advogados tiverem vista do processo judicial, o que, segundo a assessoria, ainda não aconteceu.
O Globo
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