João Pessoa, 12 de maio de 2014 | --ºC / --ºC
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Ex-comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, o tenente-coronel Márcio de Oliveira Rocha é acusado pelo Ministério Público (MP) estadual de chefiar um esquema de cobrança de propina a mototaxistas e motoristas de transporte alternativo do Morro da Casa Branca, na Tijuca. A comunidade tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). O promotor Marcos Kac, da 9ª Promotoria de Investigação Penal, pediu a prisão preventiva de 30 pessoas supostamente envolvidas no esquema, em 14 de outubro passado.
Conforme revelou o jornal O Dia, neste domingo, o esquema rendia R$ 100 mil mensais a policiais comandados por Rocha, à época à frente do 6º BPM (Tijuca). Traficantes também teriam participação na contravenção. A 20ª Vara Criminal determinou o encaminhamento da denúncia à Auditoria Militar. O MP entrou com recurso e agora caberá à 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça avaliar de quem é a competência para julgar o crime.
O promotor Marcos Kac questiona a lentidão no trâmite da ação penal e diz ter provas contundentes de que as propinas eram pagas em um bar em frente ao batalhão, na Rua Barão de Mesquita. De acordo com o inquérito, além de 12 policiais, três comerciantes, um representante de depósito e 14 traficantes recebiam propina.
– O MP e a Polícia Civil fizeram a sua parte. Queremos ver esses sujeitos condenados pelos crimes que cometeram – disse o promotor Marcos Kac.
Em, nota a Polícia Militar informou que a corregedoria interna da corporação "abriu procedimento apuratório". Caso seja comprovada a participação dos policiais, eles serão punidos administrativamente.
G1
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