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Max Oliveira é graduando em Comunicação Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Tem passagens pelas principais emissoras de rádio de João Pessoa, onde atuou fazendo cobertura esportiva. Atualmente é comentarista e colunista do Mais PB.

Meio cheio ou meio vazio?

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publicado em 12/08/2016 às 12h52

O técnico do Botafogo, Itamar Schüller, propôs um pacto de união com a imprensa em prol dos objetivos do Botafogo na atual temporada. Classificado para as oitavas de final da Copa do Brasil e ocupando um lugar no G4 da Série C, o treinador não concorda com a maioria das críticas direcionadas ao desempenho do time e da sua forma de trabalho.

Na sua visão, existe uma certa “maldade” na forma como boa parte da imprensa aborda questões relacionadas ao seu time, e diz que nesse momento é preciso que clube e imprensa andem juntos. E justifica fazendo alusão a analogia do copo pela metade. “Quem é negativo vê o copo pela metade e diz que ele está quase vazio, já quem é do bem vai dizer que ele está quase cheio”, desabafa.

O técnico acerta – em parte – em suas reclamações. Mas seus argumentos perdem sedimentos por uma questão elementar: depende (e como depende) de como ele enxerga o copo de água.

Verdade que existem muitas criticas infundadas, disparadas contra o trabalho que vem sendo desempenhado pela atual diretoria, comissão técnica e jogadores. E este é um erro grave, pois é papel da imprensa apurar antes de noticiar qualquer informação; é papel da imprensa se atualizar sobre esquemas táticos, para não criticar algo que nem sabe do que se trata.

Nesse caso, o técnico enxerga o copo pela metade e diz que está quase cheio, porque tem razão com os atos falhos por parte da imprensa.

Mas quando a imprensa apura, noticia ações factíveis e comenta com base nos acontecimentos do futebol, cumpre  tão somente o seu papel fundamental de servir ao meio social. E, ao cumprir seu mister, não pode se ocupar em agradar nem torcer para clube de futebol.

Se ainda assim o técnico encara como algo negativo ao processo, o copo de água, nesse caso, pode até estar pela metade, mas será sempre visto pela ótica errada.
E aí não tem jeito: desse ângulo ele será percebido – invariavelmente  -quase vazio.

A despeito dessas diferenças de perspectivas, o pacto foi lançado. O Botafogo está no jogo. A imprensa acompanhando. O copo pela metade.

No final da temporada, saberemos com certeza se ele estava meio cheio ou meio vazio.

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