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Família de bebê com microcefalia terá benefícios sociais em CG

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publicado em 13/02/2016 às 08h52
atualizado em 13/02/2016 às 05h54
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Quando o Ministério da Saúde decretou  situação de emergência sanitária no Brasil, no mês de novembro de 2015, em virtude do surto dos casos de microcefalia associados ao zika vírus, o Município de Campina Grande,  no agreste paraibano, já estava em fase de implantação do ambulatório especializado em microcefalia do Hospital Municipal Pedro I. A criação do serviço foi anunciada naquele mesmo mês pelo prefeito Romero Rodrigues, durante entrevista coletiva. Pouco mais de dois meses após a criação do ambulatório, Romero voltou a anunciar mais medidas de assistência as famílias dos bebês que nascem com microcefalia.

Em solenidade na maternidade do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida – Isea, nesta sexta-feira (12), o  prefeito informou que a Secretaria Municipal de Saúde vai disponibilizar um carro exclusivo para os bebês que são atendidos no ambulatório do Hospital Pedro I.  O transporte para os pais e as crianças em acompanhamento no serviço de saúde será disponibilizado já nos próximos dias. Inicialmente, a medida vai beneficiar as famílias dos cinco bebês de Campina Grande que estão sendo atendidos no ambulatório.

De acordo com o prefeito, a disponibilização do transporte para os bebês tem o objetivo evitar que as famílias possam abandonar o tratamento das crianças por dificuldades para se deslocar até ao serviço.

“Estes bebês estão sendo acompanhados de duas a três vezes por semana no ambulatório, e a expectativa é que esta rotina de exames e consultas médicas torne-se mais intensa. Algumas das mães nos procuraram para relatar a dificuldade para conseguir  se deslocar com os filhos até o hospital e, de pronto, decidimos atender este pedido”, explicou.

Desde que começou a funcionar, o ambulatório já está atendendo  25 bebês com microcefalia de Campina Grande e de outras cidades paraibanas. Nos próximos dias, mais dez crianças com a malformação devem começar o acompanhamento médico no serviço. Para o atendimento aos bebês, a Prefeitura disponibilizou neurologista, fisioterapeuta, oftalmologista e pediatra. Segundo a Secretaria de Saúde, a equipe deverá ser ampliada ainda este mês com profissionais de fonoaudiologia, terapia ocupacional e otorrinolaringologia.

Moradia – Além do transporte sanitário, o prefeito Romero Rodrigues ainda anunciou que, a partir de agora, todos os conjuntos habitacionais que forem construídos na cidades deverão destinar residências para as famílias dos bebês com microcefalia.

“Serão estabelecidos critérios para que as famílias de baixa renda que estejam enfrentando este problema da microcefalia e que residam em casas alugadas ou morem de favor com parentes, possam ter garantido o direito à moradia, sem precisar passar por sorteio”, determinou.

Para o prefeito, o  acesso à moradia para as famílias dos bebês com microcefalia, que ainda não possuem residência própria, também vai contribuir para qualidade do desenvolvimento das crianças.

“O acompanhamento constante da saúde destes bebês vai exigir uma dedicação maior dos pais e responsáveis. Portanto, não é justo com uma família que terá uma demanda constante de cuidados e tratamentos especializados com seus filhos ainda precisem arcar com custo de um aluguel”, justificou.

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