João Pessoa, 26 de junho de 2017 | --ºC / --ºC 05:56 - 2.6 | 12:09 - 0.1 | 18:28 - 2.4 Dólar 3,31 - Euro 3,70

ÚltimaHora

Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Responsabilidade Social

Comentários:
publicado em 05/07/2011 às 05h26
A- A+

Alguns entendem e defendem que a Responsabilidade Social das empresas privadas está relacionada com sua participação na solução de necessidades públicas com ações diferentes das de suas finalidades específicas.

Há outros, porém, e a eles nos engajamos, que entendem e propugnam que pouco valeria aquela participação se as empresas privadas não fizerem seu “dever de casa” mediante o regular cumprimento dos impostos e salários/encargos sociais alusivos aos que integram seus quadros funcionais.

Por isto, entendemos justo enaltecer a atuação das empresas privadas como, por exemplo, as do setor de transporte coletivo urbano de João Pessoa, que, além de atenderem aos requisitos de prestadoras de um serviço público que tenha a receptividade e satisfação das comunidades, também cumprem rigorosamente suas obrigações patronais, sobretudo as relativas aos salários de seus cerca de 3.000 operadores. E, nisto, envolve concessões e pagamentos de férias, licenças, 13º salário e FGTS etc.

Na quarta-feira, 28 de junho, véspera de São Pedro, mais uma vez essas empresas privadas operadoras do serviço de transporte coletivo urbano de João Pessoa deram demonstração de suas ações efetivas de Responsabilidade Social, quando, em Mesa Redonda na antiga Delegacia Regional do Trabalho (DRT/PB), agora denominada de Superintendência Regional do Trabalho e Emprego na Paraíba, em um auditório que ficou superlotado por centenas de trabalhadores desse setor, foram flexíveis nas negociações salariais e consensuaram o aumento remunerativo em 9%, ou seja, garantindo a reposição com base no INPC (Índice Nacional de Preço do Consumidor) acrescido de praticamente 30% sobre aquele coeficiente acumulado nos últimos doze meses.

Observemos os valores que a seguir indicamos, a vigorarem a partir de 1º de julho e que são resultados das negociações a que nos reportamos: – motoristas e mecânicos, salário básico de R$ 1.264,00 + tíquete alimentação de R$ 278,00 = R$ 1.542,00; cobradores, R$ 703,00 + R$ 154,00 = R$ 857,00; manobreiros, R$ 788,00 + R$ 173,00 = R$ 961,00; e despachantes, R$ 1.011,00 + R$ 222,00 = R$ 1.233,00. Seria irracional não se dizer que essas remunerações estejam em patamar condicente e que corresponde ao respeito e devido valor que as empresas de transporte coletivo urbano de João Pessoa têm para com seus operadores, reconhecendo a importância e responsabilidade de cada um, sobretudo dos motoristas como condutores de pessoas humanas.

A propósito, e lembrando as palavras do conciliador daquela Mesa Redonda, Auditor Fiscal José Cursínio Raposo, a Responsabilidade Social deve haver por parte de todos, cabendo a cada sindicato patronal ou sindicato obreiro a compreensão de que na negociação salarial deve prevalecer a racionalidade e, nesta, a flexibilidade e o bom senso de só se assumir o que se tem capacidade de honrar. Foi neste contexto e, repetimos, compreensão que os trabalhadores flexibilizaram a reivindicação inicial de 22% para 10% e o setor patronal elevou sua proposição inicial de 5% para os 8%, tendo cabido ao Dr. José Cursínio Raposo propor uma conciliação nos 9%, ao final aceita pelas partes.
 

Leia Também