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Obama pede à população para não ceder à histeria e ao medo do ebola

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publicado em 18/10/2014 às 17h25

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu neste sábado (18) à população norte-americana para não ceder à “histeria ou ao medo” por causa do vírus ebola.

Obama considerou que o país e o mundo enfrentam uma “doença grave”, mas que “não se pode ceder à histeria ou ao medo, porque isso só torna mais difícil transmitir às pessoas as informações necessárias”. Com mais de 4,5 mil vítimas fatais, a crise provocada pelo vírus tem atingido, sobretudo, os países africanos da Guiné, Libéria e Serra Leoa.

“Temos de ser guiados pela ciência”, comentou o presidente no discurso semanal ao país. Informou que tem enfrentado falsos alarmes, incluindo no Pentágono, onde uma entrada foi fechada depois de uma mulher ter vomitado em um estacionamento. Mais tarde foi divulgado que não havia provas de contágio da mulher.

A posição de Obama surge um dia após o presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, ter avisado que a batalha contra a doença estava sendo perdida. Segundo Kim, isso se deve à falta de solidariedade internacional nos esforços para conter a epidemia, já que alguns países estão preocupados apenas com as suas fronteiras.

Porta-voz das Nações Unidas, Jens Laerke, informou que o dinheiro para combater a crise tem chegado diariamente, na sequência do apelo, feito há um mês, para reunir US$ 1 bilhão.

Agência Brasil

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