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Seis exposições permanecem em cartaz na Estação Cabo Branco

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publicado em 24/10/2014 às 11h11

 “Deusas Gregas”, “Desconstrução”, “Uns Gravadores Cearenses”, “Rubem Grilo Xilográfico”, “São Francisco 24 Horas” e “João Pessoa Pelo Seu Olhar” são algumas exposições que se encontram abertas para visitação pública na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no Altiplano. A entrada é aberta ao público.

O horário de visitação é de terça a sexta-feira, das 9h às 21h. Sábados, domingos e feriados das 10h até 21h, com entrada gratuita. Neste domingo (26), em especial, a Estação não abrirá, devido às eleições para presidente da República e governador.

Na Torre do Mirante – No primeiro pavimento da Torre Mirante o visitante vai encontrar a exposição coletiva “Uns Gravadores Cearenses”, que foi organizada pelo artista plástico Nauer Spíndola, sendo composta por 70 trabalhos em pequeno formato. Ela surgiu com o objetivo de apresentar o panorama criativo das artes plásticas do Ceará, promovendo a troca de conhecimentos culturais e dando ênfase à produção de diversos artistas, cujas poéticas se desenvolvem a partir da técnica da gravura.

Participam da coletiva os artistas: Abelardo Brandão, Celestino Ramalho, Francisco Bandeira, Marcelo Silva, Nauer Spíndola, Núbia Agustinha, Sérgio Lima, André Spínola, Diego Sann, Gérson Ipirajá, Marina Soares, Nonato Araújo, Olga Mota e Túlio Paracampos.

No mesmo local o visitante vai encontrar a exposição “Desconstrução”, do artista plástico João Carlos Rocha. Na exposição o público poderá apreciar a beleza dos quadros, esculturas, móveis e acessórios para decoração. São peças marcadas pela solidez e a grandeza do material, que é forte e poderoso. Há 30 anos João Carlos recicla a maioria do material utilizado para montar suas peças.

A cultura da arte do ferro é bastante difundida no exterior, mas ainda é pouco utilizada no Brasil. A aposta no material, que é tão abundante no país, traz o beneficio da reutilização e a beleza de peças exclusivas e inovadoras. João reflete a preocupação artística em desmistificar o ferro como matéria prima e demonstrar toda a beleza do material nas peças.

“São Francisco 24 Horas” é outra exposição em cartaz no segundo pavimento da Torre Mirante. As fotografias são de autoria do fotografo italiano Alberto Banal, cujas imagens foram feitas da sacada de sua residência, no bairro do Róger, ao lado do Centro Cultural de São Francisco, no Centro Histórico.

Para Alberto Banal tudo depende do ponto de vista. “No meu caso é único e privilegiado, uma vez que não existe outra oportunidade igual de ter a mesma mágica visão da torre sineira da Igreja de São Francisco e do anexo Mosteiro de Santo Antônio de João Pessoa. Uma pequena janela no teto da minha casa me propicia uma visão especial do parque do Mosteiro com os seus antigos edifícios, em particular o cume do campanário, criando uma corrente de empatia estética em um diálogo recíproco sem necessidade de palavras para nos comunicar”, explicou Banal.

Alberto Banal é fotógrafo italiano, radicado na Paraíba, graduado pelo Liceo Classico Maffei de Verona, doutor em Filosofia pela Degli Studi de Milão (Itália), historiador, jornalista e fotógrafo. Produziu duas grandes exposições Quilombos na Paraíba e Feminino Quilombola, ambas na Estação Cabo Branco. É integrante da Associação de Apoio as Comunidades Afrodescendentes (AACADE), para quem compôs um acervo de 25 mil fotografias dos quilombos e negros na Paraíba.

A arte urbana da xilogravura de Rubem Grilo também está em cartaz no segundo pavimento da Torre até o dia 16 de novembro. “Rubem Grilo Xilográfico”, como é assim chamada, é uma parceria da Prefeitura Municipal de João Pessoa, por meio da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes e Artepadilla.

A mostra, que tem curadoria do próprio artista, um dos mais importantes xilogravadores brasileiros vivos, é um passeio pelos trabalhos realizados nos últimos 30 anos, com foco na produção realizada desde 2005. A exposição apresenta 161 obras: 123 xilogravuras em diferentes formatos, seis matrizes e 32 trabalhos realizados com colagens e desenhos.

Como explicou o próprio Rubem Grilo, o componente temporal da mostra reforça a ideia de um processo que inclui a busca de afirmação de identidade e, ao mesmo tempo, transformações em aberto. “Escolhi a xilogravura pelo fato de ela ser simples, direta, quase rudimentar, e me permitir o envolvimento com duas experiências básicas e complementares, o desenho e a gravação. Não se trata de uma escolha nostálgica. Tem a ver com uma visão de mundo concentração em mim mesmo, propiciada pela intensidade da prática manual e do olhar, em busca do aprimoramento e autoconhecimento por meio da dilatação da experiência”, comentou Grilo.

Os desenhos e colagens, realizados entre 2009 a 2014, reúnem importante vertente do trabalho de Rubem Grilo presente na exposição. A mudança de tratamento e de visualidade, bem como o diálogo entre diferentes mídias, estabelecido pela síntese gráfica no pensamento da imagem, motivam o espectador a estabelecer sua própria leitura do universo visual criado pelo artista.

Rubem Grilo nasceu em Pouso Alegre (MG), em 1946. Realizou suas primeiras xilogravuras em 1971. Ilustrou diversos jornais de 1973 a 1985, ano em que publicou o livro Grilo xilogravuras (Circo Editorial). Colaborou no semanário Opinião (1973/1975), no semanário Movimento (1975/1980), no suplemento dominical Folhetim, Folha de São Paulo (1980/1982) e nos fascículos Retrato do Brasil (1984/1985). Ilustrou, também, vários jornais: Pasquim, Versus, Jornal do Brasil, O Globo e outros. No momento, desde 2008, ilustra a crônica de Ferreira Gullar, na Ilustrada, edição de domingo da Folha de São Paulo.

A exposição “João Pessoa Pelo Seu Olhar” também permanece aberta no primeiro pavimento. No local estão expostas 40 fotos dos principais pontos turísticos da Capital, além dos três naufrágios existentes na costa paraibana. Na praia do Bessa existem três naufrágios, o Alvarenga, Alice e Queimado, que já são pontos certos e vêm atraindo mergulhadores de diversos países.

Foram fotografados 33 pontos turísticos. Entre eles: Picãozinho, Igreja da Misericórdia, Catedral Basílica Nossa Senhora Neves, Igreja de Santa Teresa da Ordem Terceira do Carmo, Igreja Nossa Senhora do Carmo, Igreja de São Frei Pedro Gonçalves, Igreja e Mosteiro São Bento, Ponta do Seixas, Parque Arruda Câmara (Bica), Casa da Pólvora, Praça João Pessoa, Praça Antenor Navarro, Farol do Cabo Branco, Centro Cultural São Francisco, Estação Cabo Branco, Ciência, Cultura e Artes, Praça Dom Adauto (Complexo das Carmelitas), Praça dos três Poderes, Praça Pedro Américo, Praça da Independência, Parque Sólon de Lucena, Ponto Cem Reis, Pavilhão do Chá, Feirinha de Tambaú, Santuário Nossa Senhora da Penha, Naufrágios na praia do Bessa, Praia do Bessa, Praia de Manaíra, Praia de Tambaú, Praia do Cabo Branco, Barra de Gramame, Casarão dos Azulejos, Teatro Santa Roza e Hotel Globo.

Estação das Artes – Na Estação das Artes permanece aberta a exposição “Deusas Gregas”, da artista plástica Lili Brasileiro. A exposição é fruto de pesquisas que artista vem realizando sobre a mitologia grega, desde a época da sua pós-graduação em Arte Terapia, em que procurava semelhança dos mitos gregos com os homens e mulheres da atualidade.

“A primeira exposição dessa temática foi “Os 12 trabalhos de Hercules”, que ficou exposta na Usina Cultural da Energisa, em João Pessoa (PB). Desta exposição surgiu “As Deusas Gregas”, que mostra a semelhança das mulheres gregas com as de hoje”, explicou Lili Brasileiro.

Em “Deusas Gregas” o visitante vai encontrar 110 peças. Entre elas um painel de 12 metros com seis telas pintadas em acrílico sobre tela, peças em porcelana, pequenos quadros em cerâmica pintada no forno, e uma instalação em sombrinhas, com desenhos das mulheres do olimpo junto com outras deusas, em que aparece em formato de um quebra cabeça com as deusas. As fotografias das sombrinhas que compõe o convite da exposição e o material gráfico é a fotografa Dayse Euzébio.

“Trabalhei nesta exposição com seis deusas do olimpo. Embora apareçam outras inseridas, mas destaquei Demitri (deusa da agricultura), Afrodite (deusa do amor), Artemis (deusa dos animais e da caça), Era (rainha das deusas), Atena (deusa da guerra) e Héstia (ou Vesta, deusa do lar e dos laços familiares).

MaisPB com Secom-PMJP

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