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Vila de Abrantes ganha moeda própria para incentivar consumo local

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publicado em 25/11/2014 às 15h33

Uma iniciativa para incentivar o consumo dentro da comunidade de Vila de Abrantes, na cidade de Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador, criou uma moeda própria para a localidade: o Abrantes.

As notas são em cinco valores diferentes, que vão de 50 centavos até dez Abrantes. As cédulas ainda têm alguns mecanismos de segurança, para evitar a falsificação: o material não rasga, tem impressão em alto relevo e possui um selo com número de serie.

Além da moeda, o banco comunitário responsável pela ideia oferece linhas de crédito especiais para quem quer comprar ou investir em um negócio, o que vem agradando os empresários da comunidade.

A comerciante Marinalva Carneiro, que atua em Abrantes há dez anos, se cadastrou na iniciativa assim que soube do banco comunitário. “Cadastrei cinco comerciantes colegas, justamente no objetivo de que a gente possa trazer melhorias ao nosso bairro”, afirma.

O banco comunitario de Vila de Abrantes funciona no posto avançado da prefeitura de Lauro de Freitas. Lá, comerciantes, microempreendedores e moradores podem solicitar crédito para comprar ou investir em um negócio. O programa foi lancado há dois dias e ja possui 50 inscritos.

Para se cadastrar não há consulta ao SPC. O consumidor ou microempreendedor precisa ir à sede do banco, portando RG e CPF. No local ele passará por uma entrevista para solicitação de credito, depois os agentes do banco visitam a casa do interessado e, em seguida, um comitê aprova ou não a concessão do crédito. Sendo aprovado, quem deseja investir no negócio recebe o chamado crédito de produção, que varia de R$ 300 a R$ 1.000. Já quem quer crédito para comprar em outros estabelecimentos do bairro, recebe de cem a 300 Abrantes.

Para Ian de Castro, coordenador do projeto, o programa traz inovações ao comércio de Vila de Abrantes. “A partir do momento que algumas pessoas percebem que a moeda está circulando, elas passam a ter o entendimento que podem criar outras iniciativas de comercialização e de produção. Podem ter uma vendinha dentro de casa, porque sabem que tem pessoas mais interessadas em consumir dentro da própria localidade”, explica.

G1

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