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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

As opiniões no Correio

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publicado em 25/06/2013 às 10h16

Já faz tempo que em artigo no Correio da Paraíba eu escrevera que aquele jornal, também às segundas-feiras, é de primeira. E assim afirmara não só pela forma como apresenta suas reportagens, mas igualmente pelos nomes que reúne em suas páginas de opinião, articulistas mesmo de primeira, à exceção – e toda regra tem exceção – deste “esforçado escriba”.

E os leitores de todos os dias do Correio bem observaram a riqueza das duas páginas de opinião do domingo, 23 de junho, véspera de São João, em que preponderou, de uma forma bem diferente, a avaliação das mobilizações acontecidas no Brasil contra o atual quadro político-administrativo! E começou pelo que escreveu o empresário Roberto Cavalcanti ao questionar: “Pra onde o Brasil está indo?”. Nas próprias respostas que ele mesmo dá, em uma delas chama a atenção de que “o universo financeiro não é feito só de matemática nem entende tão somente a linguagem dos cifrões”.

No espaço do “Informe”, desse jornal, os jornalistas Adelson Barbosa e Fernanda Sousa, conclamando a que o país deixe de estar “Acordado eternamente”, chamam a atenção de que “independentemente das críticas à falta de foco (nestas mobilizações), o que não faltaram foram motivos para protestar”.

De sua parte, o atual presidente da Academia Paraibana de Letras, professor Damião Ramos Cavalcanti, sem em nada, nada mesmo, diretamente se referir aos acontecimentos que marcaram o Brasil na semana recente, com sua privilegiada inteligência e criatividade a eles nos faz refletir ao escrever “Revoltados por outros motivos…”, reportando-se a histórias da França dos tempos de De Gaulle,

Por sua vez, o jornalista Gaudêncio Torquato, em artigo que titulou de “O clamor das turbas”, mostrou que “ganha corpo a hipótese de que essa gama de manifestações é o primeiro desenho de democracia participativa”. E como a completar este posicionamento, o jornalista Astier Basílio, em artigo de título “Contra a falência da representatividade” e destacando que “Em João Pessoa, como em todo país, canalizaram-se desde questões locais como o conserto da ponte do Valentina, passando por temas como Ato Médico, PEC 37, até o inevitável `Fora Feliciano`, avaliou que tais manifestações foram um indicativo de que “o sistema de representação dos partidos políticos está velho”.

Pessoalmente imagino que o pastor Estevam Fernandes, ao escrever “Novos olhares” no Correio desse domingo, 23 de junho, assim o fez com seu olhar para o que viu passar-se por este Brasil, nestes dias. Ele nos concita a “Olhar para a frente, com esperança”, porque, como destaca, “O combustível da vida é a esperança!”.

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