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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Impressões de William e Sitônio

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publicado em 16/07/2013 às 16h16

Dois conceituados jornalistas paraibanos, William Costa e Sitônio Pinto, escreveram em A União do sábado 14 de julho suas impressões sobre as recentes mobilizações vivenciadas Brasil afora, recentemente.

Da parte de William, ele chama a atenção de que “se a tal mobilidade urbana já era sinônimo de caos no trânsito, agora, com os protestos de todos contra tudo tomando conta das ruas, será necessário inventar outro significado de uma situação que remete à escuridão e ao vazio anteriores à criação do mundo”. Diz, também, que “deve ter sido muito duro para a presidente Dilma constatar que transformar milhões de pessoas em vorazes consumidores da parafernália automotiva e eletrônica, não é o mesmo que arrancar as velhas raízes para semear os grãos da nação nova brasileira”. E enfatiza: “O direito de reclamar contra situações que impliquem na degradação da condição humana é sagrado. Mas, não faz muito tempo, jovens sindicalistas já discutiam a substituição de piquetes por estratégias mais inteligentes de mobilizar suas categorias e granjear apoio da sociedade”. E assim enfatiza Wiliam Costa porque, como ele diz, “a primeira providência dos manifestantes tem sido a de bloquear ruas e rodovias, como que a revogar o constitucionalíssimo direito de ir e vir”.

De seu lado, Sitônio inicia suas impressões caracterizadas no próprio título de seu artigo: “Greve da greve”. E de pronto destaca que “A CUT e a Força Sindical, juntas, não conseguiram fazer o movimento paredista como as manifestações do último mês de junho, que emocionaram e abalaram o País”. E justifica: “… tudo demais enjoa. O sucesso do movimento de junho não podia nem devia ser permanente”.

A propósito, e como que tivessem ouvido ou lido as impressões de Sitônio Pinto, os dirigentes nacionais das entidades sindicais anunciaram uma trégua em suas mobilizações, programando só para o 30 de agosto uma nova paralisação “se nesse tempo não forem dadas respostas positivas ao que elas estão reivindicando”. Este posicionamento é mesmo prudente e inteligente.

A respeito, e voltando ao que Wiliam Costa escreveu, não se pode ficar protestando todo dia porque, assim, “fica a impressão que quase tudo por aqui traz algum tipo de defeito de fabricação”. Nem, como lembrado por Sitônio Pinto, deixar-se entrar em um movimento sem saber o porquê: “Uma vez, entrei num movimento e só depois descobri que era para subir o preço do transporte coletivo. Saí frustrado e já havia perdido um relógio Modaine, que tia Chica me deu”.
 

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