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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Sina

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22/07/2013 às 10h38
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Em qualquer estado desse continental Brasil, investimentos são prospectados com afinco pelas gestões públicas e classe política num esforço concentrado pela combinação desenvolvimento e geração de renda. Na Paraíba, não tem disso não, pode-se dizer parodiando a canção cantada pelo genial Luiz Gonzaga sobre o vizinho Ceará.

Por aqui, um empresário nativo chamado Roberto Santiago procurou o governo e fez uma proposta comercial: a troca de um terreno particular no bairro do Geisel, em João Pessoa, por outro pertencente ao Estado em Mangabeira para construir um shopping no bairro mais populoso da cidade.

O empreendimento por si só já poderia justificar a intenção e mérito da operação. Afinal, num território tão carente de oportunidades, a geração de cerca de dois mil empregos é alentadora. Muito mais quando se somava a oferta de contrapartida pela construção de novas Central e Academia de Polícia e IPC.

Na Paraíba, ao invés de estímulo e pactuação coletiva, tudo isso serviu de mote para um intenso embate político provocado por setores da oposição contrários à permuta. Foram dois anos de massacres repetidos em que o empresário/conterrâneo foi execrado pelo crime de se dispor a investir na própria terra e ainda ressarcir o erário, com obras, pelo lucro natural que viesse a obter com a transação.

CPI na Assembleia, TAC no Ministério Público, processo no Tribunal de Justiça e, por fim, chancela do TCE. Ao final, em todas as instâncias, o veredicto: a operação foi legal. Só não foi muito legal a cruz que Santiago precisou carregar, açoitado e cuspido pelo crime de teimar empreender, acreditar e apostar numa Paraíba bem maior que a pequenez do atraso: econômico e de mentalidade.

Proativa – Superada essa fase, hora da ‘boa’ oposição emergir e cobrar celeridade nas obras da Central de Polícia, equipamento que substituirá um espaço deplorável e vergonhoso ainda em funcionamento no Varadouro.

Sugestão
Hora também de sugerir ao governo mais interação e incentivo às pequenas empresas paraibanas, na mesma proporção que a gestão socialista estimula e oferece condições à justa instalação de novos empreendimentos.

Nem uma, nem outra – “Um governo bem avaliado e uma aliança de reciprocidade e respeito desestimula qualquer rompimento e candidatura de um aliado. Hoje, nem uma e nem outra coisa acontece”. Confidência reservada de um tucano de alta plumagem da Paraíba sobre a conjuntura política atual e os reflexos para a eleição de 2014.

Pra abalar – O Cidade Alerta-Paraíba, da TV Correio/Record, com estreia marcada pra agosto, promete. Apresentado por Fabiano Gomes, campeão de audiência nas manhãs, a atração terá uma novidade que vai balançar as estruturas.

Via alternativa – Estrategistas do PT, cônscios do caminho propício a novos ventos, se movimentam para construção de uma candidatura do bloco com o PSC e PP na Paraíba. A priori, tese de aliança com o PMDB é o plano B. Ou C, ou D…

Fórmula – Pesquisas internas encomendadas por pensadores petistas apontam para um perfil a ser trabalhado daqui em diante: uma candidatura de oposição, mas com leveza, sem envolvimento em casos de corrupção e desgaste.

Oxigenação – O deputado Assis Quintans (DEM) contacta a Coluna para concordar com a leitura da iminente e nítida tendência de avassaladora renovação nos quadros legislativos no próximo ano. “As ruas dizem isso”, sentenciou.

Pra anotar – Quem ouve o desembaraço verbal e vê o carisma pessoal, chega logo a conclusão: o cargo de vice-prefeito de Campina Grande, sem nenhum demérito à função, é pequeno para o potencial de Ronaldo Filho (PSDB).

Alívio – O governador Eduardo Campos (PSB) comemora o nível da queda de popularidade após o advento dos protestos. A avaliação da sua gestão em Pernambuco caiu 9 pontos, bem abaixo da média de outros colegas.

Admitindo – “Existem sim turbulências, mas elas precisam ser resolvidas de forma madura”. Do vereador Bira Pereira (PSB) a respeito dos desencontros na relação do grupo do ex-prefeito Luciano Agra com a gestão petista.

De pé – O perspicaz repórter Écliton Monteiro (Correio Sat) pergunta ao ex-governador José Maranhão (PMDB): “O senhor ainda pensa em voltar”? Maranhão responde de peito estufado: “Eu nunca disse que deixaria a política”.

Efeito dominó – Se Maranhão confirmar a tendência e for candidato a deputado federal, o sobrinho Benjamin Maranhão (PMDB) deve disputar vaga na Assembleia. A deputada Olenka, a outra sobrinha, seria a mais prejudicada.

Em aberto – A presidenciável Marina Silva (Ex-PV), que percorre o Brasil inteiro coletando assinaturas pela viabilização do seu partido, ainda não decidiu a quem entregar o comando da Rede Sustentabilidade na Paraíba.

PINGO QUENTE “Dá pra encher um comício de 100 mil pessoas”. Do ácido deputado Manoel Júnior (PMDB) fazendo estimativa do que ele chama de “vítimas” do governador Ricardo Coutinho.

*Reprodução do Jornal Correio da Paraíba, edição do dia 21/07/2013 (domingo)

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