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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Fatalidade

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30/09/2013 às 08h32
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Por mais que se aprofunde e se constate a causa de um acidente, ele, em si mesmo, nunca deixa de ser uma fatalidade. Interpretando-se-o como acaso, casualidade, desventura, infelicidade ou o mais que se mencione, o acidente, como o ocorrido no recente sábado com o ônibus da Rodoviária Santa Rita, isto na BR-230 (imediações da área mais conhecida como Três Lagoas, aqui em João Pessoa), é, mesmo, uma fatalidade.

Esta fatalidade assim mais se configura quando as perdas atingem todas as partes nela envolvidas, a maior delas recaindo, claro, sobre as pessoas diretamente acidentadas, dentre as quais estão as da maior e irrecuperável perda: a vida! Tais perdas, por óbvio, também diretamente atingem os familiares das pessoas acidentadas, emocionalmente abaladas diante do fato. Mas, como já dito, não deixa de também prejudicar e muito abalar até a empresa proprietária do ônibus, a Rodoviária Santa Rita, no caso de linha intermunicipal, gerenciada pelo DER.

De nossa parte, que estivemos afastados da cidade naquele turno em que se deu o acidente, só depois – e já ao amanhecer deste domingo – é que tivemos a oportunidade de ler a reportagem detalhada dessa ocorrência e isto o fizemos através do portal Bayeux em Foco. Como de praxe, o portal (como o fazem todos os demais) abre espaço para os comentários de seus leitores. E já haviam muitas participações… pelo menos umas quarenta.

Nesses comentários observa-se as mais variadas manifestações de pensamento, sendo que a maioria corresponde a mensagens de pedidos a Deus para que oriente as famílias no enfrentamento a este impacto sofrido. Outras “mensagens” são de xingamento aos motoristas, quase que a dizer que todos (generalizadamente, e generalizadamente não são) sejam costumeiros em imprimir uma velocidade indevida aos veículos. Também têm as mensagens atribuindo a ocorrência à idade do ônibus que teria já 20 anos de operação… e isto não é verdade: o ônibus estava dentro dos padrões exigidos pelo DER (idade máxima de até 10 anos) e, neste caso, só tinha 7 anos de uso, encontrando-se com seus serviços de manutenção preventiva devidamente atualizados.

Há dez dias estivemos, com os técnicos Maximiano Machado, José Morosine e Amauri Azevedo, visitando as instalações da Rodoviária Santa Rita. Ficamos bem impressionados com o empenho de sua diretoria no esforço, exitoso, de resgatar a eficiência que a empresa demonstrou aos seus clientes em longínquos anos em que, não havendo a invasão do transporte clandestino, operava com 50 ônibus e empregava mais de 300 operadores. Hoje opera com 27 veículos e emprega cerca de 150 operadores. Constatamos que um item referencial, que a empresa tem se empenhado, é no da boa manutenção – preventiva e corretiva. Isto nos faz muito, muito mesmo, lastimar a fatalidade deste surpreendente acidente!

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