João Pessoa, 25 de setembro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora

Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Pedras no caminho

Comentários:
publicado em 30/09/2013 às 18h46

Por razões óbvias, a aliança PSB e PSDB pode ser mantida na Paraíba, apesar das desconfianças mútuas e das recentes críticas veladas e recados indiretos de lado a lado. Só que, renovada essa parceria, por decisão do governador Ricardo Coutinho e do senador Cássio Cunha Lima, ainda haverá uma outra etapa a ser vencida.

Na hipótese da manutenção da aliança, o PSDB reivindicará, sem nenhuma dúvida, o espaço de senador na chapa do PSB. Tem tamanho, importância e densidade, inclusive, para brigar pela senatória e ainda pela vaga de vice, em troca do declínio de uma candidatura própria para favorecer a postulação da reeleição socialista.

E é aí que residerá o problema. Mesmo repetindo a dobradinha, o senador Cássio Cunha Lima terá sérias dificuldades de arranjar um nome com perfil e capilaridade estadual para indicar à vaga de senador. Não porque o partido se ressinta da falta dessas opções dentro do seu quadro interno.

O problema é outro. Os dois candidatos mais fortes para esse cenário seriam o senador Cícero Lucena e o deputado federal Ruy Carneiro, que vem, em pouco tempo, se agigantando na produção de um mandato propositivo e antenado com as demandas legislativas e cidadãs. Só que ambos, no íntimo, rejeitam a tese de voto em Ricardo.Cícero Lucena por razões históricas mais do que conhecidas da Paraíba e dos bastidores da política. Ignorar o passado e subir no palanque do PSB seria de “difícil explicação”, pegando por empréstimo o raciocínio do próprio governador ao comentar a possibilidade de uma candidatura cassista.

Ruy Carneiro, por mais arejado que seja, também não se sente pessoalmente atraído pela composição com Ricardo, a quem vê como pessoa de difícil convivência e trato. E no momento oportuno comunicará isso a Cássio.

*Artigo publicado na Coluna do Correio, edição do dia 29/09/2013 (domingo).

Leia Também