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Governadores do Nordeste divergem sobre retorno da CPMF para financiar saúde

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publicado em 09/12/2014 às 13h20

Os governadores eleitos do Nordeste, que se reúnem nesta terça-feira (09), no Centro de Convenções de João Pessoa (PB), divergiram quanto à forma de financiamento da principal pauta do encontro, que é mais recursos para os Estados investirem em saúde.

Nos bastidores, as especulações são de que o objetivo principal da reunião é discutir o retorno da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), criada para custear a saúde pública. A CPMF foi extinta em dezembro de 2007.

O governador eleito de Alagoas, Renan Filho (PMDB), defendeu claramente o retorno do imposto. “Como governador eleito de um estado pobre acho que esta é uma alternativa para se investir em saúde”, disse. Ruy Costa (PT), governador eleito da Bahia, disse que prefere não batizar a nova forma de investimento da saúde. “Prefiro que possamos discutir com a população se há a necessidade de uma nova forma de financiamento, de uma nova fonte de recursos”, declarou.

Já os governadores eleitos de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB); do Maranhão, Flávio Dino (PCdB); do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), se posicionaram contra o novo imposto. Câmara destaca que é “contra qualquer forma de aumento da carga tributária”.

Flavio Dino disse que não é o momento de discutir o retorno da CPMF. “Precisamos encontrar uma forma de se combater a corrupção, de balancear os tributos. Uma nova forma de financiamento da saúde pública tem que ter um princípio básico de não aumentar a carga tributária”, afirmou.

Robinson Faria afirmou que "o Brasil já tem uma carga tributária muito alta". "A população, o comerciante, o industrial já paga muito imposto”, afirmou.

Indagado sobre quais seriam os caminhos para enfrentar os problemas do estados com a área de Saúde, o governador eleito disse que o “Governo Federal detém mecanismos para apresentar soluções, pois fica com a maior parte dos impostos arrecadados”.
 

Cristiano Teixeira – MaisPB

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