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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Pragmatismo eleitoral… e empregatício

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publicado em 28/02/2014 às 17h45
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 Dia desses, no programa radiojornalístico comandado por Adelton Barbosa e que tem a participação também de dois outros radialistas (Edmilson Pereira e Washington Luiz), um ouvinte valeu-se do telefone e, sobre as avaliações a respeito de quem mesmo estaria agindo corretamente, se Cássio Cunha Lima ou Ricardo Coutinho, relativamente à aliança (ou desmanche dela) entre PSB/PSDB, assim ele (o ouvinte) se expressou:

– “Olhe! Sobre esse negócio de lealdade das pessoas que estão no Governo Ricardo Coutinho por favorecimento de Cássio Cunha Lima, é preciso se considerar que, se Cássio perder para governador, ele tem mais quatro anos como senador… continuará bem empregado!… enquanto nós, dos cargos comissionados do Estado, leais a Cássio, vamos ficar desde agora desempregados!”.

As colocações daquele ouvinte, bem representativas do pensamento de tantos outros “cabos eleitorais”, deixam claro que esses “exércitos” de apoio a candidato “r” ou a candidato “c” não existem por ideologia, não! Quer dizer: sem desmerecermos às exceções que efetivamente há, a grande maioria desses “cabos eleitorais” está bem mais a olhar “pro seu próprio umbigo” e a mais se preocupar com o que lhe seja pessoalmente melhor. Quanto especificamente à capacidade de desempenho que o candidato “r” ou o candidato “c” tenha para, quando eleito, fazer melhor em prol do desenvolvimento da cidade ou do estado… isto, para essa maioria de “cabos eleitorais”, parece secundário!

É uma pena que esse quadro seja uma realidade!

É uma pena que, se os próprios políticos já se encontrem com pouca ou quase nenhuma credibilidade perante o povo, seus “cabos eleitorais” utilizem-se dos microfones das emissoras de rádio para deixarem bem transparente que eles, os próprios “cabos eleitorais”, também não merecem credibilidade… não merecem nossa lástima anterior quando pensávamos que eles, ao defenderem candidato “r” ou candidato “c”, assim o fizessem por ideologia e sob a convicção de que estavam defendendo um tempo de melhor e maior desenvolvimento em favor do povo!

É uma pena!

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