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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Patrimônio

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publicado em 24/03/2014 às 11h04
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Quando chorou diante de uma platéia de admiradores, correligionários e amigos ontem na apoteótica comemoração do seu aniversário, no Spazzio, em Campina Grande, o vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia, certamente viu na nuvem dos olhos marejados o filme da retrospectiva da sua vida.

Vida de menino pobre de Campina que se fez pela luta e obstinação comum aos que, por natureza, não se dobram aos obstáculos e dores da caminhada. De líder comunitário a vice-governador, Rômulo soube ascender fazendo amigos e mantendo a mesma humildade peculiar às almas boas.

Plantou sementes do bem e por isso tem colhido os frutos da boa semeadura. Pré-candidato a senador, atravessa a correnteza de um dos momentos mais difíceis de sua vida pessoal e de sua trajetória política, sem que os que lhe conhecem de perto careçam ouvir dele uma só palavra para isso perceber.

Está em vias de vivenciar um grande desafio de sua vida pública. Um divisor de águas. Com a campanha na rua, Rômulo precisará convencer primeiro Campina Grande, sua terra e seu porto seguro, de que tomou a decisão correta quando optou pelo projeto de disputar o Senado ao lado do governador Ricardo Coutinho, em detrimento do apoio ao conterrâneo Cássio, com quem conviveu, cresceu e venceu na política.

O evento de ontem foi o botão de start dessa batalha que, consequentemente, se estenderá às demais regiões e recantos desse Estado. Como dificilmente volta atrás no passo que deu, resta-lhe, portanto, sensibilizar campinenses e paraibanos de que merece subir mais um degrau na sua vitoriosa carreira.

Seja qual for o julgamento que a Paraíba e seu povo reservam-lhe, o filho de seu Antônio e dona Berenice pode ficar certo de que, independente dos que foram lhe abraçar ontem e de qualquer resultado da eleição no amanhã, ele já conquistou um bem maior que efêmeros mandatos e cargos; o respeito de todos, eleitores ou não, à sua história de vida.
 

*Artigo publicado na coluna do jornalista no Correio da Paraíba, edição do dia 24/03/2014 (segunda-feira).

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