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SESSÃO ESPECIAL NA ALPB

Agricultores protestam contra nova Previdência

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publicado em 15/03/2019 às 12h43
atualizado em 15/03/2019 às 15h33
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Centenas de pessoas protestaram, na manhã desta sexta-feira (15), no Centro de João Pessoa, contra proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

Manifestantes compostos principalmente por trabalhadores rurais tomaram a Praça João Pessoa em frente a Assembleia Legislativa onde aconteceu uma sessão especial para debater pontos polêmicos da reforma.

A mobilização contou com apoio dos parlamentares de oposição à gestão Bolsonaro, a exemplo dos deputados federais Frei Anastácio (PT) e Gervásio Maia (PSB) e deputados estaduais paraibanos.

Anastácio considerou a proposta prejudicial aos agricultores e garantiu que seu mandato buscará apoio de sindicatos e comunidades rurais contra a matéria. “Precisamos prorrogar tudo isso e fazer um debate nacional contra essas reformas. Trata-se de direitos adquiridos e esses direitos não podem ser usurpados por um governo que não tem moral para defender o trabalhador”, declarou o petista.

Více-líder do PSB na Câmara, Gervásio Maia cobrou mais esclarecimentos sobre a proposta do governo. Caso não haja resposta a orientação é votar contra a matéria. “Você vai ver que sobra dinheiro na Seguridade todo ano. Ou a coisa é tratada com seriedade e honestidade ou a nossa bancada de 32 deputados e eu, na condição de vice-líder na Câmara, votaremos contrário”, destacou.

Sessão especial na Assembleia Legislativa

Autora da sessão especial na Casa Epitácio Pessoa, Cida Ramos (PSB) disse que vê prejuízos causados pela mudança nas regras de aposentadoria. “Não reconhece a dupla e tripla jornada de trabalho, aumentando o tempo de serviço e de contribuição. Retira dos sindicatos a prerrogativa de atestar o tempo dos trabalhadores rurais. É uma previdência que caminha para a financeirização. Não vamos aceitar isso”, destacou.

Para o deputado Jeová Campos (PSB), exigir contribuição direta dos trabalhadores rurais é uma proposta inviável para o homem de campo. “Seria impossível principalmente porque aqui não tem inverno no semiárido. Como é que as pessoas vão poder ter renda para contribuir com a Previdência Social: Outra questão é aumentar o tempo de contribuição e a idade da mulher em mais cinco anos”, pontuou.

O  movimento contou com apoio da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (FETAG), Confederação dos Trabalhadores Rurais (CONTAG) e Central Única dos Trabalhadores na Paraíba (CUT).

Roberto Targino e Albemar Santos – MaisPB

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