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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Desde 1993 exerce as funções de Diretor Executivo da AETC-JP. Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

A crise do transporte coletivo

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29/06/2014 às 12h09
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Na sexta-feira recente, dia 27, estivemos em Natal participando de uma reunião na CDL daquela cidade, em cujo auditório estiveram presentes representantes de alguns segmentos empresariais, e também parlamentares, todos preocupados com a crise do setor de transporte coletivo e o impacto negativo dessa crise em relação à própria capital potiguar.

Desde as primeiras explanações feitas naquela reunião ficou claro que a crise é nacional, atingindo, portanto, principalmente todas as capitais brasileiras, com poucas exceções. Mas, os segmentos empresariais de Natal tomaram para si essa iniciativa de análise/avaliação dos problemas enfrentados no setor de transporte coletivo, tendo em vista suas repercussões negativas contra toda a cidade, seja especificamente em relação ao comércio e às demais atividades produtivas, seja no simples ir e vir das pessoas, e até mesmo sobre o setor público que é afetado com a diminuição da arrecadação de impostos.

Foi do próprio dirigente da CDL-Natal que saiu a conclamação quanto à união da classe empresarial no sentido de que as instâncias governamentais sejam bem inteiradas quanto suas responsabilidades no tocante aos serviços essenciais, mesmo que prestados por empresas privadas, como concessionárias.

Da parte específica do setor de transporte coletivo, um dos empresários, como que em um desabafo, e indicando que este é hoje no Brasil o segmento no qual mais se tem insegurança de investimento, enfatizou que a clareza dessa verdade está no fato de que “a Prefeitura de Natal foi até São Paulo contatar com empresas de lá para que, inclusive com benefícios de desonerações, viessem operar aqui… e ninguém se interessou em vir!”. Argumentou ainda que, a continuar a situação tal como está, incluindo a decisão judicial para pagar novos salários acrescidos em cerca de 7%, “até o fim do ano as empresas vão quebrar!”. Neste momento o dirigente da CDL retomou a conclamação para a união de todos, porque, segundo disse, “se as empresas vão quebrar, toda a cidade é prejudicada!”.

Esse prejuízo com a quebra de empresas e que afeta toda a cidade reflete-se primeiramente na diminuição dos milhares de empregos diretos e indiretos que proporciona, mas, repercute, imediatamente, também, em maiores dificuldades no deslocamento das pessoas, inclusive para seus trabalhos, em relação a estes ocorrendo atrasos ou faltas. Esse prejuízo expande-se por todas as atividades da cidade, até mesmo, como já dito, na arrecadação dos impostos do setor público.

Convém, pois, que os governos de todas as cidades brasileiras, nesse sentido podendo ou devendo articular-se com as outras instâncias governamentais, encarem o setor de transporte coletivo com prioridade mesmo, havendo um leque de providências alusivas a essa priorização.
 

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