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Operação Lava Jato

Manoel Júnior: “Jamais recebi doação da JBS”

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publicado em 10/11/2018 às 08h56
atualizado em 10/11/2018 às 12h23
Manoel Júnior (foto: Albemar Santos)

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PSC) se manifestou neste sábado (10), sobre a ação da Policia Federal que cumpriu mandados de busca e apreensão, na manhã da última sexta-feira (09) em seu apartamento na Capital. A ação faz parte da operação ‘Capitu’, desdobramento da Lava Jato.

Manoel afirma em nota que a ação foi obtida através de uma delação premiada do ex-operador financeiro do MDB Lúcio Funaro e que não conhece ou nunca teve qualquer tipo de relação com o delator.

O vice-prefeito ainda afirmou que jamais recebeu doação ou qualquer tipo de contribuição da JBS em suas campanhas e que seus advogados estão buscando informações sobre o processo que ele desconhece.

Confira a nota:

Em referência às notícias veiculadas sobre o mandado de busca e apreensão cumprido em imóvel de minha propriedade na manhã desta sexta-feira (09), as quais, de forma leviana e irresponsável, colocaram sob suspeição o exercício da minha atividade parlamentar enquanto deputado federal, venho a público, por meio da presente, me posicionar:

1 – Segundo soube pela imprensa, a ação foi derivada de depoimento em colaboração premiada do Sr. Lúcio Funaro.

2 – Não conheço, não tenho, nem nunca tive qualquer tipo de relação com esta pessoa.

3 – Jamais recebi doação ou qualquer tipo de contribuição da JBS para minhas campanhas.

4 – Meus advogados estão diligenciando em Brasília para buscar informações sobre o processo, que desconheço.

5 – Após ter acesso aos autos, ciente das circunstâncias que levaram a esta abusiva ação, farei nova manifestação.

6 – Nas funções públicas que exerci e na minha vida privada jamais pratiquei qualquer ato à margem da lei. O sentimento é de absoluta indignação. De outro lado, confiando na Justiça, coloco-me inteiramente à disposição de todas as Autoridades para quaisquer esclarecimentos em busca da verdade, que demonstrará, indubitavelmente, que nenhum ilícito foi cometido por mim seja no exercício ou não das minhas funções.

7 – Afirmo, com serenidade e segurança, que minhas atividades parlamentares nunca ultrapassaram os limites legais. Mantenho a tranquilidade de quem nada deve. As investigações demonstrarão que eventuais acusações contra minha pessoa, as quais desconheço, repito, serão devidamente esclarecidas provando que nenhuma irregularidade pratiquei.

MaisPB

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