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Eike Batista é condenado a 30 anos de prisão pela Lava Jato

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publicado em 03/07/2018 às 11h32

O empresário Eike Batista foi condenado, pela primeira vez na Lava Jato do Rio, a 30 anos de prisão. A decisão consta na sentença da Operação Eficiência, assinada pelo juiz Marcelo Bretas na última segunda-feira (2). O advogado do empresário, Fernando Martins, informou que vai recorrer.

Em abril, Eike seguiu para prisão domiciliar após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a condenação desta segunda-feira, o passaporte de Eike deve continuar retido e ele, que está em prisão domiciliar, segue impedido de deixar o Brasil.

No mesmo processo, o ex-governador Sérgio Cabral foi condenado a 22 anos e oito meses. Também foram condenados a ex-primeira dama Adriana Ancelmo, o ex-secretário Wilson Carlos, o ex-braço direito de Cabral, Carlos Miranda, e o braço-direito de Eike, Flavio Godinho.

Operação Eficiência

A investigação diz que Sérgio Cabral recebeu US$ 16,5 milhões de Eike num contrato falso de intermediação da compra de uma mina de ouro. Segundo o Ministério Público Federal, o empresário pagou o valor para obter facilidades em contratos no estado do RJ na gestão Cabral.

A investigação sobre ele começou depois de um repasse suspeito de R$ 1 milhão de uma de suas empresas ao escritório de advocacia da mulher de Cabral. Eike já foi considerado o oitavo homem mais rico em lista da revista Forbes, com sua fortuna de R$ 34 bilhões.

Condenações:

Eike Batista – 30 anos – corrupção e lavagem de dinheiro

Sérgio Cabral – 22 anos e 8 meses – corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas

Adriana Ancelmo – 4 anos e 6 meses – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Carlos Miranda – 8 anos e 6 meses (substituídos por ter assinado delação premiada) – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Wilson Carlos – 9 anos e 10 meses – corrupção passiva e lavagem de dinheiro

Flávio Godinho – 22 anos – corrupção ativa e lavagem de dinheiro

G1

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