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Senadora acusa Temer de remanejar R$ 209 milhões

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publicado em 25/04/2018 às 17h13
Waldemir Barreto/Agência Senado

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) criticou o governo Temer por remanejar o Orçamento da União para destinar mais R$ 209 milhões para ações de comunicação e publicidade da Presidência da República. De acordo com a senadora, esse será o destino da maior parte dos R$ 260 milhões remanejados pelo governo.

Vanessa Grazziotin disse que, com isso, o estado do Amazonas, por exemplo, perdeu R$ 16 milhões que seriam destinados à manutenção e recuperação da rodovia que liga os municípios de Humaitá e Lábrea.

— Senhores que colocaram Michel Temer no poder, os senhores que votaram no Michel Temer, foi para isso? Para ele retirar recursos de áreas importantes, como saúde, educação, recuperação de vias e estradas para colocar dinheiro em publicidade? Será que ele está querendo preparar a sua pré-campanha à Presidência da República? — afirmou a senadora, que se comprometeu a lutar para que os recursos voltem para as finalidades originalmente previstas.

Mais médicos

A senadora disse ainda que o programa Mais Médicos, inicialmente rejeitado pela sociedade, se consolidou, inclusive com a maior presença de profissionais brasileiros. Segundo ela, em julho de 2013, durante o governo Dilma Rousseff, quando o programa foi lançado, 48% das pessoas eram contra e 47% a favor. Em agosto do mesmo ano, 54% eram favoráveis e, em setembro, esse índice saltou para 74%.

Além de levar profissionais para áreas isoladas, disse a senadora, o programa ampliou o número de vagas para a formação e especialização de médicos. Ela acrescentou que no auge do programa, em 2015, participavam 18,2 mil médicos, sendo 12,9 mil estrangeiros e 5,2 mil brasileiros. Agora, com aproximadamente 17,6 mil médicos, o programa tem 11,8 mil estrangeiros ou brasileiros com diplomas do exterior; e 5,7 mil brasileiros, disse Vanessa Grazziotin.

— O que significa dizer que o percentual de médicos brasileiros vem aumentando e isso é importante. Mostra a assertiva desse programa, que é um programa da medicina preventiva, um programa que impede que pessoas que não têm muitas vezes necessidade, cheguem a um pronto-socorro e sejam atendidas no seu bairro, por uma unidade de saúde — afirmou.

Agência Senado

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