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POR TRÁFICO DE DROGAS

Padrasto de menino achado morto em freezer é preso

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publicado em 21/04/2018 às 14h28

O tanzaniano Mzee Shabani, de 29 anos, foi preso em flagrante por tráfico de drogas na madrugada deste sábado (21) no Largo do Arouche, no Centro de São Paulo. Shabani já tinha sido preso acusado de participar da morte do enteado dele, o menino Ezra, de 7 anos, em setembro de 2015. O menino foi morto a golpes de tesoura e teve o corpo escondido em um freezer. Shabani responde ao crime em liberdade enquanto aguarda julgamento.
Na madrugada deste sábado, Shabani estava com outros dois homens, que também foram presos. A polícia apreendeu drogas na abordagem policial. O tanzaniano foi levado para a audiência de custódia no Fórum da Barra Funda.

Ezra Liam Joshua Finck foi morto a golpes de tesoura e teve o corpo guardado em um freezer na casa onde morava com a mãe, a sul-africana Lee Ann Finck, e o padrasto Shabani, no Centro da capital paulista, além de duas irmãs, filhas do casal.
O casal fugiu para a África com as filhas. Câmeras do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, registraram o casal e as duas filhas antes de embarcarem. A Interpol (polícia internacional) foi acionada e prendeu a mãe e o padrasto de Ezra na Tanzânia. Eles voltaram ao Brasil em fevereiro de 2016 e foram levados ao presídio de Tremembé, no Vale do Paraíba.

A investigação apontou que Lee Ann matou o filho porque Ezra não queria comer, e Shabani ajudou a ocultar o corpo no freezer. No início deste ano, a juíza juíza Débora Faitarone, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de São Paulo, decidiu que a mãe de Ezra seja julgada por homicídio e ocultação de cadáver. Ela continua presa.
Já Mzee Shabani vai responder apenas por ocultação de cadáver. A juíza entendeu que não há provas para julgar o padrasto pela morte do menino.

Em sua decisão, a juíza concedeu o direito do padrasto em responder ao julgamento em liberdade, mas ele terá de comparecer a todos os atos do processo, não poderá sair de São Paulo sem autorização judicial, entrega eventual do passaporte em até 24 horas. A Polícia Federal foi informada sobre a proibição de Mzee Shabani deixar o país.
Na decisão, a juíza Débora Faitarone disse que o menino era submetido a “violentos quadros de espancamento” sob a alegação de que não cumprir com as instruções domésticas. Durante o processo, a juíza ouviu nove testemunhas, cujos depoimentos foram suficientes para corroborar a pronúncia da mãe para o julgamento no Tribunal do Júri. O laudo da morte indicou que o menino morreu em decorrência de uma hemorragia provocada por agente perfuro-contuso.

G1

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