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Baixo investimento aumenta violência

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publicado em 19/02/2018 às 23h01
atualizado em 20/02/2018 às 12h45

Especialistas debatem problemas na segurança pública (Foto: Wallison Bezerra/MaisPB)

O baixo investimento em ações de segurança pública foi apontado por especialistas como fator preponderante para aumento da violência e sensação de insegurança na população. Comandado pelo jornalista Heron Cid, o programa Frente a Frente, da TV Arapuan, debateu os preocupantes índices e a intervenção federal no Rio de Janeiro.

Para o coordenador da rede Desarma Brasil, Almir Laureano, a intervenção é uma medida extrema, que acontece porque muitas ações deixaram de ser feitas pelo Poder Público. Ele ressalta os baixos valores investidos pelo Governo Federal e necessidade de tornar a segurança pública “gigante”. “Com investimento há a mitigação da violência”, avaliou.

Opinião compartilhada pelo sociólogo da Universidade Estadual da Paraíba, David Soares, que foi além e destacou que enquanto os problemas de segurança forem motivos de votos ou audiência não haverá avanços. “O medo é ficar em um debate primário, imediatista, que não resolve o problema”, argumentou. O especialista afirmou que segurança pública não é papel do Exército. “Existem várias medidas anteriores à intervenção”, salientou.

Por sua vez, o coordenador das Promotorias Criminais, Márcio Gondim, esclareceu que a intervenção federal é prevista na Constituição, ocorre de forma parcial da capital fluminense e foi necessária no momento atual. No entanto, ele também considerou que não cabe ao Exército o papel de fazer segurança pública. “A segurança requer mão firme e investimentos”, frisou. Para ele, a “corrupção mata mais que pistola”. Durante o debate o promotor lembrou que índices de homicídios apresentam queda contínua na Paraíba desde 2011.

Na contramão da redução de homicídios, o ex-secretário de Segurança de João Pessoa, Geraldo Amorim, trouxe ao debate informações de que os crimes patrimoniais crescem no estado, assustam e causam a sensação de insegurança na população.  “Você se depara com eles no dia a dia, em casa, no carro. É um crime mais difícil de se medir. Esse é o crime que está na rua, que assalta, abte carteira e tem aumentado de forma exponencial”, avaliou. Amorim destacou o papel da Guarda Municipal ao fazer realizar um trabalho preventivo nas escolas da Capital.

Mesmo com a possibilidade de migração de criminosos do Rio de Janeiro para estados do Nordeste, os especialistas avaliaram que uma intervenção federal também na Paraíba seria desnecessária e um risco muito grande.

MaisPB

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