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GOLEADOR

Messi faz três no Equador e coloca a Argentina na Copa do Mundo

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publicado em 11/10/2017 às 07h11
atualizado em 11/10/2017 às 07h27
Lionel Messi (foto: Juan Ruiz/AFP)

A Argentina está na Copa do Mundo de 2018. E pode agradecer a Lionel Messi por isso. Nesta terça-feira (10), em Quito, o craque chamou a responsabilidade e marcou os três gols da vitória de virada por 3 a 1 sobre o Equador, que resgatou a equipe de Jorge Sampaoli de uma situação complicada nas Eliminatórias e impediu o vexame de ficar fora de um Mundial pela primeira vez desde 1970.

Bastante questionado em seu país após os recentes tropeços da Argentina, o camisa 10 correspondeu à altura no momento mais decisivo, superando o susto que o Equador deu ao abrir o placar logo aos 40 segundos. De quebra, com os três gols, Messi chegou a 21 na história das Eliminatórias e se tornou o maior artilheiro do torneio em todos os tempos, empatado com o uruguaio Luis Suárez.

Com o resultado, os argentinos terminaram com 28 pontos, na terceira colocação das Eliminatórias, conquistando a vaga direta e o status de cabeça de chave no Mundial. Os outros times que se garantiram na Copa foram Brasil, Uruguai e Colômbia, enquanto o Peru vai disputar a repescagem contra a Nova Zelândia. Já Chile e Paraguai foram eliminados.

Lionel Messi respondeu às críticas sobre suas atuações com a camisa argentina da melhor maneira possível: com três gols decisivos e sendo o líder do time. Primeiro, tabelou com Di María, invadiu a área e tocou por baixo do goleiro para empatar o jogo; imediatamente, buscou a bola no fundo das redes e correu para o meio. Pouco depois, ganhou dividida do zagueiro Aimar e acertou um chute forte no alto do gol. E no segundo tempo, um toque sutil por cima de Banguera: golaço.

O Equador jogou um tremendo balde de água fria na Argentina logo aos 40 segundos de jogo: o centroavante Ordoñez ajeitou de cabeça e o ponta Romario Ibarra botou os donos da casa na frente. Mas depois do começo empolgante, a equipe começou a mostrar as limitações técnicas que a deixaram de fora da Copa. Marcando mal, deixando espaço e desperdiçando chances perigosas de contra-ataque, os equatorianos ameaçaram pouco o gol de Romero.

Se Messi e Di María tiveram grandes atuações no ataque, o mesmo não se pôde dizer da defesa argentina, que deu vários sustos durante o jogo todo. Os três zagueiros – Mercado, Mascherano e Otamendi –, sofreram contra o jogo físico dos atacantes equatorianos e erraram em lances fáceis, contando com a falta de inspiração do rival para não tomar mais gols. Mascherano, especialmente, teve noite bem ruim, lento e tomando várias decisões erradas.

A boa atuação argentina na primeira etapa não voltou do intervalo. Com dificuldades para superar a primeira linha de marcação do Equador, o time visitante praticamente não atacou e abusou dos erros na saída de bola. Com os equatorianos também passando longe de produzir um jogo ofensivo competente, o jogo ficou bem ruim tecnicamente e com poucas chances… até a pintura de Messi para fazer o terceiro.

O técnico da Argentina manteve o contestado Benedetto como centroavante, deixando Icardi no banco, e apostou em Salvio como ala direito. Os dois tiveram atuações anônimas, pouco contribuíram para as movimentações ofensivas do time e foram substituídos no segundo tempo. Sampaoli, agora, tem cerca de oito meses para encontrar soluções para sua equipe, que deixou a desejar principalmente na defesa, antes da Copa.

FICHA TÉCNICA

Equador 1 x 3 Argentina

Local: Estádio Olímpico Atahualpa, Quito (Equador)
Data: 10/10/2017
Horário: 20h30 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Brasil)

Gols: Romario Ibarra, aos 40 segundos, e Messi, aos 13 e aos 20 minutos do 1º tempo e aos 16 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Cevallos (Equador); Acuña, Biglia e Mascherano (Argentina)

Equador: Banguera; Velasco, Arboleda, Aimar e Ramírez; Intriago (Uchuari); Renato Ibarra, Orejuela, Cevallos (Enner Valencia) e Romario Ibarra; Ordoñez (Estrada). Técnico: Gustavo Quinteros

Argentina: Romero; Mercado, Mascherano e Otamendi; Salvio (Fazio), Enzo Pérez, Biglia e Acuña; Messi, Benedetto (Icardi) e Di María (Paredes). Técnico: Jorge Sampaoli.

Uol

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