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Administrador, pós-graduado em Planejamento Operativo, já atuou na administração pública federal, estadual e municipal. Ocupou por três mandatos o cargo de presidente do CRA-PB e de diretor do Conselho Federal de Administração. Diretor Institucional do SINTUR-JP de 1993 a 2016. Consultor em Administração, presentemente exerce as funções de vice-presidente da APCA (Academia Paraibana de Ciência da Administração). Contato: diretorexecutivoaetc@yahoo.com.br

Ah, esse tal serviço de ônibus!…

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publicado em 15/07/2017 às 10h52

Como é mal olhado o prestador do serviço de transporte coletivo. E – sem bem observar – nem atentei que em vez de denominá-lo “empresário”, chamei-o “prestador” desse serviço. E com isto me lembro do que dizia um ex-empresário deste setor quando colocara sua empresa à venda e eu o questionei com um “por que?”.

Ele respondeu: – “Mário, esta é uma atividade muito incompreendida e na qual a gente pensa que é empresário mas só é visto como dono de ônibus, que nestes ônibus não manda porque quem manda é a Prefeitura… Prefeitura que via de regra determina tarifa política mesmo sabendo que não vai sustentar um bom serviço”.

Estas considerações são aqui feitas a propósito de algumas intervenções que ouvi em emissoras de rádio locais sobre a recente questão de haver ou não haver greve por parte dos motoristas e cobradores do transporte coletivo de JP, assim como em relação ao “depois” em que se firmou o acordo salarial com aumento de 6% (acima da inflação), elogiando-se o esforço dos empresários em um tempo de tamanha crise econômica, isto para evitar a paralisação dos serviços. Disseram alguns ouvintes: “Os empresários não fizeram mais que seu dever”. Outros: “Tem que dar mesmo o aumento e melhorar o serviço”.

Repito: – como é mal olhado o prestador do serviço de transporte coletivo. Parece não se reconhecer que o país está sob grave crise econômica e que atinge mais intensamente este setor, que é um dos de maior empregabilidade. Consequentemente é na folha de pagamento de pessoal que está seu maior custo operacional, praticamente metade de suas despesas totais. E isto significa que dando 6% de aumento salarial, seus custos operacionais elevam-se em cerca de 3%. Por isto é inadmissível que Prefeituras adotem tarifa política para um serviço desta significação.

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