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Especialista em Mídias Digitais, Comunicação e Mercado pelo Centro de Educação Superior Reinaldo Ramos (CESREI)

Por que falar da MORTE?

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publicado em 01/11/2016 às 15h56

Vou começar meu papo com neste dia com um dos hinos mais antigos da Igreja Católica no que se diz respeito à morte, e muitas pessoas que já morreram professaram esse refrão em vida: “Nós cremos na vida eterna, e na feliz ressurreição, quando de volta à casa paterna, com o Pai os filhos se encontrarão”.

Sabemos que para nós, os católicos, o dia de Finados é a mistura de tristeza, mistério e certeza que nossos entes queridos estão ou não em um lugar melhor que nós. Muito nem gostam de falar da morte, por medo ou superstição, mas já dizia o próprio Filósofo Agostinho “A morte é apenas uma passagem” e falar da Morte é falar da Vida.

Muitos ficarão surpresos com isso!  Justo a morte? Assunto tido como funesto, tenebroso, a maioria foge até de pronunciar o seu nome, quanto mais falar sobre ela. Mero engano. É justamente consentindo falar dela e sobre ela que aprendemos a plenitude do significado da Vida. Deveríamos, por pequenos minutos diários, ter por hábito pensar em nossa FINITUDE.

Afinal a morte revela o caráter absurdo da existência humana, já que interrompe radical e violentamente todo o projeto existencial, toda a liberdade pessoal, todo o significado da vida.

Lendo Savater (2001) cheguei à conclusão que a certeza pessoal da morte nos humaniza, nos transforma em verdadeiros humanos, em mortais. Podemos dizer, então, que é a conscientização de nossa finitude, de nossa condição humana, de nossa singularidade como mortais e que nos abre a possibilidade de pensarmos em humanização. Ou seja, um homem é humano porque é mortal, e é saber que é mortal que o torna humano.

Que neste dia de finados possamos fazer uma reflexão da vida, e ter como certeza o que Manilius nos diz “Começamos a morrer no momento em que nascemos, e o fim é o desfecho do início.”

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