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JUSTIÇA

Americano pega 20 anos de prisão por atirar em assassino de jovem negro

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publicado em 18/10/2016 às 09h30

O homem que atirou em George Zimmerman, o ex-vigia que matou um jovem negro em um caso que mobilizou os Estados Unidos em 2012, foi sentenciado a 20 anos de prisão na segunda-feira (17), informou a Justiça da Flórida.

Matthew Apperson, de 37, foi condenado “à sentença mínima obrigatória” por usar uma arma de fogo em um crime, confirmou a porta-voz Michelle Kennedy, do Circuito Judicial 18 dos condados de Brevard e Seminole, na Flórida (sudeste dos EUA).

Apperson foi considerado culpado no mês passado por tentativa de assassinato. Em 11 de maio do ano passado, Matthew Apperson atirou contra o carro em que Zimmerman viajava. Ele ficou levemente ferido por estilhaços de vidro.

Matthew Apperson, que teria trocado tiros com George Zimmerman, chega ao Departamento de Polícia de Lake Mary, na segunda-feira (11) (Foto: Red Huber/Orlando Sentinel via AP)

Matthew Apperson, que teria trocado tiros com George Zimmerman (Foto: Red Huber/Orlando Sentinel via AP)

No julgamento, o réu alegou agir em legítima defesa, porque Zimmerman atirou primeiro. O ex-vigia rejeitou a alegação.

Zimmerman, de 33, era um vigia comunitário em um bairro residencial quando atirou e matou, em fevereiro de 2012, o jovem negro desarmado Trayvon Martin, de 17, em Sanford, na Flórida. O caso ganhou atenção internacional.

Filho de mãe peruana e de pai americano, Zimmerman foi absolvido por um júri, com base em uma polêmica lei da Flórida sobre legítima defesa. A decisão da Justiça deflagrou protestos em todo o país, sob acusações de racismo.

A mãe de Apperson, Janet White, disse à imprensa estar “muito esperançosa que Corte de Apelações vai anular, ou, pelo menos, reduzirá essa decisão”.

De acordo com o jornal Orlando Sentinel, Janet disse à juíza Debra Nelson que seu filho agiu em legítima defesa e que o verdadeiro vilão da história era Zimmerman.

Desde o julgamento pela morte de Trayvon Martin, Zimmerman teve vários problemas com a Justiça, incluindo denúncias de agressão a namoradas.

G1

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