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SOBRE JERUSALÉM

Israel suspende cooperação com a Unesco após votação

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publicado em 14/10/2016 às 08h29
atualizado em 14/10/2016 às 08h31
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Israel anunciou nesta sexta-feira (14) a suspensão de sua cooperação com a Unesco, um dia depois de uma votação criticada pelos israelenses sobre um local sagrado de Jerusalém. Do ponto de vista israelense, a decisão é uma negação do vínculo milenar entre os judeus e a cidade, segundo a France Presse.

Na resolução aprovada pelos estados membros da Unesco na quinta-feira (13) Israel é criticada por restringir acesso de muçulmanos a um local, reverenciado por judeus e muçulmanos, que é conhecido por judeus como Monte do Templo e por muçulmanos como al-Aqsa our Haram al-Sharif.

Mas um esboço da mais recente versão da resolução, que é renovada periodicamente, mostra o local repetidamente descrito somente pelos nomes muçulmanos, algo que Israel diz fortalecer uma negação à história judaica, de acordo com a Reuters.

Em uma carta dirigida à diretora geral da Unesco, Irina Bokova, e publicada no Twitter, o ministro israelense da Educação, Naftali Bennett, acusa a organização de dar um “apoio imediato ao terrorismo islâmica” e anuncia a suspensão pela comissão israelense da Unesco de “todas as suas atividades profissionais com a organização internacional”.

A decisão significa a rejeição a reuniões com representantes da Unesco ou a participar em conferências internacionais, explicou o ministério, de acordo com a France Presse.

O texto da Unesco, apresentado por sete países árabes, tem o objetivo de “proteger o patrimônio cultural da Palestina e o caráter distintivo de Jerusalém Oriental”.

Jerusalém Oriental é a parte palestina de Jerusalém ocupada desde 1967 por Israel, e anexada posteriormente, e que os palestinos aspiram a tornar a capital de seu futuro Estado.

Reação palestina
“Esta é uma mensagem importante para Israel, que deve encerrar sua ocupação e reconhecer o Estado Palestino e Jerusalém como sua capital com seus locais sagrados muçulmanos e cristãos”, disse Nabil Abu Rdainah, porta-voz do presidente palestino, Mahmoud Abbas.

Em comunicado divulgado pela agência EFE, o Ministério de Relações Exteriores palestino afirma que essa resolução “tem por objetivo pôr fim às ações perigosas e ilegais de Israel contra os lugares sagrados” da cidade.

“O Estado da Palestina dá as boas-vindas à adoção de duas resoluções na Unesco, que refletem o contínuo compromisso da maioria de seus Estados-membros de confrontar a impunidade e defender os princípios sobre os quais se fundou”, diz a nota.

G1

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