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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Palanque na Câmara

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publicado em 01/06/2010 às 21h25

A sessão desta terça-feira na Câmara de João Pessoa pode ser encarada como um ensaio geral para o que se desenha assim que a campanha de fato começar na Paraíba.

Um simples voto de aplauso ao governador José Maranhão pelas obras realizadas na cidade serviu para acender o estopim na Casa de Napoleão Laureano.
A bancada ricardista tratou logo de rebater os argumentos de louvor em favor do Governo.

Os maranhistas enalteceram as ações do governador nos bairros do Bessa e Cidade Verde, entre outros investimentos na capital.

O requerimento de João Almeida conseguiu causar cizânia quando levou o presidente Durva Ferreira a ter que usar o voto de minerva e desempatar a favor de Maranhão.

O suficiente para causar um frisson entre os colegas da bancada governista.

O exemplo serve para calcularmos até que ponto as labaredas políticas podem incendiar o legislativo pessoense.

Nessa pisada, no lugar de projetos, resoluções e idéias, os vereadores serão seduzidos pelo debate miúdo da políticagem e da guerra dos cordões.
Agora com a oposição cacifada pelos 11 votos, a tendência é a corda esticar ao máximo.

Perde o parlamento.Perde a cidade que assistirá de camarote aos arroubos, babadas e picuinhas produzidas direto da tribuna. Uma pena.

Fé de Santiago – Wilson Santiago aciona a coluna para apresentar dados e argumentos que lhe encorajam na disputa por uma das vagas de senador. Wilson diz que somente após as convenções e o conhecimento de quem sã os candidatos, o eleitor começará a definir o seu voto.

Fé de Santiago II – Santiago também lembra que naturalmente as pesquisas colocam na dianteira os candidatos que já disputaram cargos majoritários, como Cássio, Efraim, Ney e Paulino.

Fé de Santiado III – Em todas as campanhas, lembra o peemedebista, seu nome sequer aparecia nas pesquisas e no entanto foi por duas vezes um dos mais votados. O último argumento é que sua base política é composta pelos pequenos e médios municípios, geralmente não escutados pelas pesquisas.

Otimista – A vereadora Rayssa Lacerda não engoliu muito os números da pesquisa Ibope. "A pesquisa que vai valer será das ruas e das urnas".

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