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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

O bote de Ney

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publicado em 07/06/2010 às 22h30

Em meio a tantas trapalhadas e seguidos erros políticos e estratégicos, o sumido ex-senador Ney Suassuna conta pelo menos ao seu favor com o fator sorte.

Carta fora do baralho até pouco tempo, Ney começa a ser beneficiado com o escândalo envolvendo o senador Efraim Morais e já se escalou como eventual substituto na chapa.

Era tudo que Ney sempre quis e sonhou. A amigos e parentes, Suassuna já havia confessado o desejo de disputar mais uma vez o senado da República embalado pela popularidade do ex-governador Cássio Cunha Lima.

Agora Ney se aproveita da situação delicada do democrata e se articula por cima com o PP e o PSDB para ocupar possíveis espaços a serem abertos com o possível recuo de Efraim.

No xadrez, Ney jogou peças importantes: advoga que se for candidato ao Senado, o PP de Enivaldo estaria já contemplado e isso barraria uma adesão ao governador; e garantiu apoio a uma candidatura da vereadora Daniela Ribeiro (PP) á Prefeitura de Campina Grande em 2012.

A cirurgia da oposição não é tarefa fácil. Tirar um nome envolvido num escândalo e trocar por um Ney que foi enxovalhado pela repercussão da máfia das sanguessugas em 2006.

Em tese seria trocar seis por meia dúzia, em que pese nada ter sido provado contra o ex-peemedebista até agora.

O problema é que no jogo sujo e arenoso das campanhas, bastam apenas recortes de jornais para embasar ataques contra adversários.

Na oposição, tem gente cantando muito Ney Matogrosso: "Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".

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