João Pessoa, 20 de outubro de 2017 | --ºC / --ºC Dólar - Euro

ÚltimaHora
AMISTOSO

Brasil joga nesta sexta contra a Colômbia em Miami

Comentários:
publicado em 05/09/2014 às 10h08

 A solução que Dunga encontrou para começar a reconstruir a seleção brasileira depois do fracasso na Copa foi requentar o passado recente. Ele aproveitou a base da escalação do seu antecessor Luiz Felipe Scolari e atualizou o esquema idealizado pelo técnico anterior no cargo, Mano Menezes. É com esse mix que a equipe enfrenta a Colômbia hoje (5), a partir das 22 horas (horário de Belém), no Sun Life Stadium, em Miami, nos Estados Unidos.

É a primeira partida depois do vexame brasileiro na Copa do Mundo que jogou em casa, quando levou de 7 a 1 da Alemanha na semifinal e perdeu por 3 a 0 para a Holanda na disputa do terceiro lugar. Embora tenha tido pouco tempo para treinar, Dunga mostrou que ainda não tem uma filosofia de jogo para ser implantada. Na falta de ideias para uma renovação mais profunda, vai reciclar.

O que Dunga quer mesmo é vencer a Colômbia. Na visão dele, o resultado é o ponto de partida para resgatar a confiança e começar a esquecer de vez o passado. “Não é só no futebol, mas na vida também vivemos de resultados e cobrança por vitórias. O torcedor tem que ver uma seleção vibrante em campo e ter certeza de que deram 110%”, afirmou o técnico, que volta ao cargo que já ocupou entre 2006 e 2010.

O requentado de Dunga começa com os 11 titulares que vão entrar no Sun Life Stadium, já que oito deles foram do grupo da Copa. As únicas novidades são o zagueiro Miranda, o lateral-esquerdo Filipe Luís e o atacante Diego Tardelli. Enxergou aí uma questão hierárquica. “Gosto de hierarquia. Temos de dar oportunidade para os jogadores que estiveram na Copa. Os outros também terão oportunidades”, avisou.

O esquema tático tem semelhanças com aquilo que Mano Menezes implantou em 2012, antes de ser demitido da seleção. Nos treinos, Dunga pediu que o atacante Diego Tardelli rodasse o campo todo, sem posição fixa. Os meias Oscar e William têm a obrigação de se aproximar. “Se o atacante está em movimentação, ele tira o sincronismo da defesa e abre espaços para atacar”, explicou.

Por essas e outras, Dunga descartou uma grande reformulação. “Não temos que colocar essa palavra, senão o jovem vai achar que estará dentro só por causa da idade. E não é assim. É por rendimento. É importante ter o entusiasmo do sangue novo, mas ter um grupo experiente para dar tranquilidade”, afirmou.

Ormnews

Leia Também