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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Ano perdido

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publicado em 21/01/2011 às 12h19

A julgar como verdadeiros, os números da dívida do Governo do Estado apresentados ontem pelo governador Ricardo Coutinho (PSB) são estarrecedores. Um rombo de R$ 1,3 bilhão é motivo de preocupação em qualquer estado da federação brasileira, imagine numa Paraíba acostumada a viver mal das pernas.

Mais angustiante ainda é saber que apesar de todos os cortes anunciados pelo Governo, o Estado chegará ao final do ano ainda devendo mais de R$ 250 milhões. É um quadro de penúria porque do jeito que a máquina anda os investimentos com recursos próprios tendem a demorar.

A radiografia desoladora apresentada pelo governador Ricardo Coutinho causou a sensação que 2011 está praticamente perdido em se tratando de obras de significado especial a partir de recursos próprios.
 

Ora, se a Paraíba vai cortar folha de pessoal, gratificações, reduzir despesas, baixar o duodécimo dos demais poderes e mesmo assim continuará devendo ao final do ano, está claro que os primeiros doze meses do Governo estão seriamente comprometidos. Esse é o saldo nu e cru dos números apresentados.
Da equipe do governador se exigirá muita criatividade e competência para manter a máquina funcionando a contento. Independente da crise, a população cobrará do Governo o mínimo de ações positivas. Essa é uma missão desafiadora.

Já o comando de articulação política do governador precisará ser reforçado. Uma eventual demora demasiada na apresentação de bons resultados dará combustível suficiente para ressuscitar a Oposição, hoje acanhada e sem rumo.

Em resumo, mais do que colocar o dedo em riste na cara do ex-governador José Maranhão e apontá-lo como principal culpado pelo agravamento das finanças estaduais, o novo Governo tem a oportunidade de suplantar as adversidades e mostrar aos paraibanos que realmente valeu a pena mudar.

1º round – Pelo menos temporariamente, o Governo Ricardo se livrou do primeiro grande calo. A decisão judicial liminar que suspendeu os efeitos da PEC 300 em tese fragiliza o discurso dos defensores do aumento, que insistem na legalidade das leis apresentadas, aprovadas e sancionadas em pleno período vedado pela legislação eleitoral brasileira.

Prestígio – A ex-secretária de Desenvolvimento Humano, Giucélia Figueiredo, foi convidada a integrar a equipe da Secretaria Nacional das Mulheres. Agradeceu a ministra Iriny Lopes, mas não aceitou o convite por questões profissionais.

Tendência – Aliás, Giucélia esclareceu à coluna que não faz parte da tendência A Mensagem, do petista Fernando Lopes, autor de denúncia contra o deputado Luiz Couto. Ela é da Articulação de Esquerda.

Hierarquia – O secretário de organização do PT, Josenilton Feitosa, tratará hoje com a direção nacional do PT sobre as providências que deve adotar em relação a denúncia formulada contra Luiz Couto.

Derrota, não – Ao tomar conhecimento da liminar que abortou os efeitos da PEC 300, o deputado federal Major Fábio (DEM) não encarou a decisão como derrota. Vai analisar a sentença com as entidades.

Pró-Lindolfo – “Eu acho que está na hora de Ricardo apoiar abertamente esta candidatura”, instigou Fábio Tyrone. Pelo estilo de Ricardo Coutinho, pressão nesse caso só faz piorar o que já não está muito bom.

Crisma – O deputado estadual Antônio Mineral (PSDB) emplacou todas as indicações no Hospital Regional de Taperoá, à exceção do diretor Antônio Lino, que contou com outro forte padrinho.

Queda e coice – O deputado derrotado Verissinho (PMDB), de Pombal, terá que responder Ação Pena no Tribunal de Justiça por contratação irregular de veículos de coleta de lixo quando era prefeito da cidade.

Antecipação – O secretário-geral da APLP, Fernando Lira, alerta o Governo sobre o pagamento do 1/3 de férias dos professores. Já ameaça veladamente acionar a Justiça se faltar dinheiro nos final do mês.

Casserengue – Traumatizado, o prefeito Genival Bento (DEM) deixou a cidade após receber telefone de ameaça de explosão de sua casa, localizada em frente a agência dinamitada na última segunda-feira.

Social caseiro – O secretário de Ação Social de Cajazeiras, Jucinério Félix, deve ser removido para o gabinete do deputado Antônio Vituriano (PSC). Abrirá vaga para Léo Abreu assistir a primeira-dama.

Guarabira – O vereador Jáder Filho (PMDB) foi escolhido para uma das diretorias do Interpa, mas quer acumular os cargos. O suplente George Victor (PMDB) ameaça provocar a Justiça para assumir a vaga.

Entre aspas
“Não vou entregar o ouro a bandido”. Do deputado Tião Gomes (PSL) se negando a dizer nomes, após colocar aliados de Ricardo Marcelo (PSDB) sob suspeição.

Reprodução do Correio da Paraíba

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