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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Segurança

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publicado em 28/01/2011 às 10h13

Realmente é muito cedo para qualquer avaliação profunda do novo Governo, mas até aqui a segurança é o problema que mais mexe com os paraibanos hoje em dia. E foi exatamente este tema o grande alvo de promessa e compromisso do governador durante toda a campanha. Em todos os debates, Ricardo prometeu baixar os índices de violência em breve espaço de tempo.

Por enquanto, a sensação de insegurança e de crescimento da criminalidade, especialmente na região metropolitana de João Pessoa, continua a mesma. Os crimes relacionados ao tráfico de drogas enchem as páginas dos jornais e ganham dimensão nos programas de televisão.

Os assaltos as agências bancárias e dos Correios também não cessaram. Esse também foi um dos exemplos citados pelo então candidato Ricardo Coutinho para convencer o eleitorado paraibano da ineficiência do Governo Maranhão III.

O experiente secretário Cláudio Lima pede paciência aos paraibanos. Ele argumenta que um plano de segurança para conter o avanço da bandidagem não é feito do dia para noite e, portanto, precisa de tempo para levantar dados, estudar com mais rigor a realidade da Paraíba e traçar estratégias.

Tecnicamente, os argumentos do secretário são aceitáveis, porém o cidadão tem pressa. A população menos assistida e desprovida do poder financeiro e da segurança privada é a principal prejudicada e a mais interessada em providências eficazes.

É sabido que o problema da segurança não se resolve apenas com o combate direto aos marginais. A construção de uma cultura de paz depende essencialmente de políticas públicas de educação, moradia e assistência social. Mas enquanto essas outras ações são projetadas, diminuir as taxas de criminalidade é uma tarefa para ontem.

Au Revoir – A prefeita de Itabaiana, Dona Dida (PTB), adora a cultura francesa. A admiração é tanta que de vez em quando faz apreciação in loco. Em julho passado, Dona Dida passou uns dias na França e “esqueceu” de pedir autorização da Câmara. Enquanto todos achavam que a prefeita estava na Capital, ela se encantava com as luzes de Paris. A informação chegou via Telefone Sem Fio, do Correio Debate (rádio).

Cafezinho – Chega à coluna que o deputado federal Manoel Júnior (PMDB) teria feito as pazes com importante empresário da comunicação paraibana, durante encontro testemunhado por um jornalista. À coluna, o peemedebista nega a história.

Articulação – O ex-governador José Maranhão manteve ontem em Brasília demorada audiência com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Maranhão quer garantir um espaço no Governo Dilma.

Queimação – Parece que o lançamento de Enivaldo Ribeiro não ajudou muito. Durval Ferreira (PP) mandou avisar que não é candidato a prefeito e só pensa agora na Câmara de João Pessoa.

Grito – “A sociedade não agüenta calada o aumento da criminalidade”. O desabado é dos amigos do lutador assassinado Rufino Morceguinho. Eles fazem protesto sábado, às 8h, na Beira Rio.

Ameaçado – Alvo de ação impetrada pelo PMDB, o deputado estadual Adriano Galdino (PSB), futuro secretário de Interiorização, se diz tranquilo. “Nem toda condenação causa inelegibilidade”.

Cobiçada – A Funasa da Paraíba é uma noiva disputadíssima. O PMDB quer manter um aliado por lá, o deputado Luiz Couto quer emplacar um petista e agora o PSB entrou na lista dos pretendentes.

Massaranduba – A Câmara elegeu José Aderaldo presidente. O vereador Ronaldo Agra perdeu. Inconformado e sem a chave do prédio, realizou ontem nova eleição no salão paroquial da Igreja.

SemCred – Importante diretor de famoso plano de saúde de João Pessoa não bota fé na própria cooperativa. A clínica do médico não quer nem ouvir falar em atendimento pelo dito plano.

Saúde política – Depois de lançar Ricardo, trocá-lo por Maranhão, Armando Abílio agora ensaia regresso ao governador. Recupera-se do coração, mostrando que continua com a cabeça de sempre.

Diálogo – A disposição de elaborar um plano de cargo e carreiras, anunciada pelo presidente eleito do Tribunal de Justiça, Abraham Lincoln, animou o presidente do Sinjep, João Ramalho.

Por água abaixo – A decisão do presidente do STF, Cézar Peluso, de indeferir liminar no caso de João Capibaribe (PSB-AP) é mais um balde de gelo nas esperanças do ex-governador Cássio Cunha Lima.

Com ela, não – O deputado Trócolli Júnior até que pensa em disputar a presidência estadual do PMDB. No entanto, descarta aliança com a dissidente Iraê Lucena, que também está de olho no cargo.

Entre aspas“Ricardo Marcelo será o candidato do Governo”. Do vice-governador Rômulo Gouveia, o último dos trunfos de Lindolfo Pires.

Reprodução do Correio da Paraíba
 

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