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Jornalista desde 2007 pela UFPB. Filho de Marizópolis, Sertão da Paraíba. Colunista, apresentador de rádio e TV. Contato com a Coluna: heroncid@gmail.com

Ricardo e os senadores

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publicado em 19/02/2011 às 13h33

Governar já é uma arte melindrosa por natureza. Administrar um Estado problemático como a Paraíba representa missão ainda mais delicada. Por isso, suplantar adversidades exige compartilhamento de responsabilidades. O gestor isoladamente não vai a lugar algum.

Em tempos de vacas magras, quadro amplamente alardeado pelo atual Governo, o governador Ricardo Coutinho precisará como ninguém de oxigênio em outras esferas de poder. Em situações assim, o paciente moribundo só escapa com transfusão de socorro do Palácio do Planalto.

Isso significa que, independente das diferenças político-partidárias, o governador Ricardo Coutinho terá que estabelecer convivência ao menos institucional com os três senadores paraibanos. Quem vota no Senado, tem peso diferenciado no centro do poder.

Claro que para transitar em Brasília por ministérios na peleja por dinheiro para os cofres da Paraíba, o governador não carece pedir licença aos adversários Cícero Lucena (PSDB), Wilson Santiago (PMDB) e Vital do Rêgo Filho (PMDB). Não é isso, mas Ricardo e os senadores precisam construir uma aproximação mínima em nome do interesse coletivo. E Ricardo não pode apenas esperar. Precisa estender a mão.

A olho nu, esse intercâmbio é difícil e cheio de pedras no caminho. A rigor, sim. Não há qualquer afinidade ideológica ou partidária entre o governador e os três representantes do nosso Estado na Câmara Alta. No entanto, as diferenças podem ser superadas a partir do bom senso e do reconhecimento do papel de cada um na construção de uma Paraíba melhor.

O cidadão não quer saber das arengas pessoais de Ricardo, Cícero, Vitalzinho e Santiago. Não é justo que o nosso Estado adie o sonho de ser grande por conta da pequenez dos nossos líderes.

O mínimo, Efraim Filho e o balcão em Brasília – O deputado federal Efraim Filho (DEM) ainda esperneia inconformado com o resultado da votação do salário mínimo de R$ 545 no Congresso. “A bancada do Governo está de joelhos. A população ficou a ver navios. O Congresso tem se transformado num balcão de negócios”. De negociatas os deputados entendem bem. Inclusive do DEM.

Partidos aguardam nomeações – Com a votação do novo salário, agora sairão as nomeações de indicados da base aliada da presidente Dilma Roussef. Na Paraíba, PMDB, PSB, PT, PR e PDT já se animam. São os partidos que devem emplacar aliados nos cargos federais do Estado.

A sorte de Maranhão – A expectativa é que na próxima semana o ex-governador José Maranhão seja anunciado como o novo vice-presidente dos Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal. Indicado pelo PMDB, Maranhão apenas aguarda a chancela do Planalto.

Revitalização – O processo de renovação dos quadros e da direção do PMDB da Paraíba é tão natural como o curso do rio ao mar. O entendimento é do prefeito de Patos, Nabor Wanderley (PMDB).

Paralisação – Os neurocirurgiões, neurologistas e cirurgiões vasculares continuarão sem atender na rede estadual de saúde. Alegam que a Secretaria descumpriu pagamento acordado. Uma pena.

Haja paciência – O povo de Itapororoca não agüenta mais tanto estica e puxa. Mais uma vez, o Tribunal Superior Eleitoral ignora o eleitor e suspende a eleição marcada para prefeito, dois anos após o pleito.

Prévia – O deputado federal Manoel Júnior (PMDB) voltou a ratificar a intenção de realizar audiências públicas em João Pessoa para identificar problemas. É uma prévia para a candidatura.

Defesa – “Era uma situação extrema. Estava começando um tumulto. O policial tinha obrigação de intervir”. Defesa do presidente da Aspol, Sandro Roberto, ao policial que disparou no Amigão.

Vai cobrar – O presidente da Câmara de Campina Grande, Nelson Filho, avisou: vai cobrar do prefeito Veneziano Vital (PMDB) o funcionamento e a eficiências das novas secretarias criadas.

Modificações – Na mini-reforma, Veneziano criou as pastas de Obras, Cultura e Esportes e Lazer, desmembradas de Obras e Serviços Urbanos e Educação. Extinguiu a secretaria de Assuntos Jurídicos.

Empurrando – A depender das declarações de Walter Aguiar e Júlio Rafael, os deputados estaduais do PT nem que queiram terão cara de governistas. Assumirão oficialmente postura de Oposição.

Advertência – O presidente do Sintep, Antônio Arruda, anunciou paralisação de advertência nos dias 22 e 23 de março. “Se o governador não cumprir o que prometeu vamos parar o que já está parado”.

‘Fato isolado’ – “É um equívoco do Governo atribuir um fato isolado às entidades de segurança”. Repúdio do coronel Maquir Cordeiro, da Caixa Beneficente da PM, no Correio Debate (rádio).

PINGO QUENTE – “Não quero nada. Existe um conselho gestor e eu faço parte dele”. Da secretária de Saúde de João Pessoa, Roseana Meira, negando interesse na mesma pasta no Governo do Estado.

 

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