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INVESTIGAÇÃO

Perícia mostra que Thor Batista não trafegava pelo acostamento

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publicado em 28/04/2012 às 09h30
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Um laudo parcial da perícia que tenta identificar as causas do acidente envolvendo Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, mostra que ele não trafegava pelo acostamento da BR-040 (Rio-Juiz de Fora) quando atropelou e matou o ciclista Wanderson Pereira dos Santos, de 30 anos, na noite de 17 de março. O caso está sendo investigado pela 61ª DP (Xerém), para onde foi enviado o laudo. Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, ainda estão sendo aguardadas informações técnicas da Mercedes-Benz, montadora do veículo usado por Thor, pois o carro não tem as características padrão dos automóveis usados no país. Os dados serão anexados e avaliados no processo.

A perícia parcial indica que o carro de Thor atingiu a vítima na pista central ou da direita da rodovia, como informou o jornal O Dia. O ciclista estaria atravessando a pista empurrando a bicicleta no momento em que foi atingido. O laudo também teria constatado que a vítima carregava um saco de plástico com lata de cerveja,
Mãe de Thor, a ex-modelo Luma de Oliveira disse não haver novidade na informação.

– A notícia de que a vítima havia ingerido bebida alcoólica já havia sido divulgada. E as marcas da freada do carro ficaram no meio da pista. Nós já sabíamos disso.

Conforme O GLOBO noticiou, o perito criminal Mauro Ricart — que fez perícia em centenas de acidentes envolvendo veículos de passeio, ciclistas e pedestres — havia dito que o fundamental é determinar o ponto de impacto, ou seja, o local exato da batida, a fim de descobrir o responsável pelo acidente. Embora Ricart tenha feito a ressalva de que só periciando o carro é possível determinar a sua velocidade no momento do impacto, pelas fotografias que viu, as avarias do veículo indicam que ele poderia estar entre 100 e 110km/h, velocidade permitida na via.

— É possível determinar esse ponto porque, no instante da pancada, tinta e pedaços do carro se desprendem e caem no chão — disse ele. — Se o ponto de impacto for na pista, a responsabilidade é do ciclista. Se for no acostamento, é do motorista.

O Globo

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