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em audiência na Câmara

Ministro da Saúde minimiza atuação de Queiroguinha em liberação de recursos

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publicado em 05/07/2022 às 16h16
atualizado em 05/07/2022 às 16h15

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em audiência na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (5), minimizou a atuação de Antônio Cristovão Neto, o Queiroguinha, na intermediação da liberação de recursos. Segundo reportagens do jornal O Globo, o filho do ministro tem usado recursos federais e eventos do governo para turbinar sua campanha para deputado federal da Paraíba.

Ao ser questionado do “acesso livre” de Queiroguinha por alguns deputados, na audiência de hoje, Marcelo Queiroga revelou que não vê problema algum das atuações e presenças do filho:

“Qual é o problema de um filho visitar um pai no ambiente de trabalho? Tenho a consciência tranquila, ajo dentro da lei. Todos os recursos liberados pelo ministério da Saúde são recursos avaliados pela equipe técnica do ministério”, disse.

“Duvido que os técnicos coloquem seu CPF para liberar recursos de maneira imprópria. Liberação de recurso de maneira imprópria e corrupção pandêmica não são características do governo de Jair Bolsonaro”, completou.

Nos últimos meses, Queiroguinha apareceu em diversos eventos públicos e fez discursos como se fizesse parte do Executivo. Mas a sua influência está em acordos com prefeitos, aos quais ele promete ser uma ponte com o pai, para que recursos cheguem aos municípios de maneira mais rápida.

O deputado maranhense Bira do Pindaré (PSB) foi o autor do requerimento da audiência, e questionou se Queiroguinha não estava realizando tráfico de influência para conseguir se eleger. Com isso, o ministro se irritou com o questionamento e disparou contra os governos anteriores a Jair Bolsonaro: “Nós sabemos onde os líderes de governos anteriores foram parar. Nós sabemos onde estavam os recursos da Petrobras”.

Logo após uma discussão e bate-boca entre deputados, os quais afirmaram que Queiroga estava se desviando das perguntas, o ministro fez um discurso final para acabar com o assunto, perto do fim da audiência:

“O caso Queiroguinha é um caso que não se sustenta. Meu filho é filiado a um partido político que é o Partido Liberal. Estamos numa época de pré-campanha. Igualmente os senhores têm o direito de assumir compromissos em nome da sua população”, encerrou.

MaisPB com O Globo

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