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Jornalista paraibano, sertanejo que migrou para a capital em 1975. Começou a carreira  no final da década de 70 escrevendo no Jornal O Norte, depois O Momento e Correio da Paraíba. Trabalha da redação de comunicação do TJPB e mantém uma coluna aos domingos no jornal A União. Vive cercado de livros, filmes e discos. É casado com a chef Francis Córdula e pai de Vítor. E-mail: kubipinheiro@yahoo.com.br

Conversando com Alceu

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publicado em 19/06/2021 às 08h24
atualizado em 19/06/2021 às 09h25
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Eu estava degravando uma entrevista com Sandra Pêra, quando o celular tocou. Era Alceu Valença.

Pedi a benção a Santo Antônio, e comecei a conversar com Alceu, um diálogo normal como se fôssemos amigos de infância, um pouco à semelhança do que o realizador da poesia, Seu Alceu, que tinha acabado de fazer uma canção chamada “Saudade”. Alguma novidade, Alceu? “Sim, acabei de fazer uma canção chamada Saudade e queria lhe contar”.

Logo falamos sobre Flaviola e O Bando do Sol, poeta, cantor e compositor recifense e ele veio afirmar: “Gente muito boa”. O artista Flaviola morrera a semana passada vitima da Covid. Em tempo de peste, conversar com Alceu Valença alegrou meu coração. Não está fácil para ninguém…

Alceu ria, eu também. Disse para ele que eu já tinha tomado a segunda dose. “Eu também”. Mas os cuidados continuam né é Alceu? “Ah, isso sim”. O artista vai fazer 75 anos no dia 1º de julho. Alceu é um rebuliço, o bruxo de São Bento do Una, Pernambuco.

Alceu é de uma ousadia sem tamanho. Suas palavras atiçaram minha fúria de jornalista, alimentando a vontade de entrevistá-lo novamente (nossa última conversa foi em abril passado).

Falamos dos lamentos sertanejos em busca de um conforto fugidio, de tanta gente que partiu, mas não deixamos as morenas tropicanas de lado, de jeito nenhum. “Um girassol nos teus cabelos, batom vermelho, girassol, Morena, flor do desejo, há teu cheiro em meu lençol”. Isso dele dizer há um cheiro em meu lençol me tirou do chão.

Com canções carregados de sentidos, o Alceu de todas as valências, tá valendo, um primata moderno, fosse tão bom, o fácil como gostar dele e das canções, de corações bobos e balões e quem sabe a música salve o Brasil. Olinda, tão linda, nos quatro cantos do mundo, né Alceu?

O gostar determina quando a gente causa um mundo de coisas. Gostas do mundo, Alceu? “Demais”, disse ele. Muitos dirão que sim, em parte, algumas coisas não, outras além, adoráveis canções tropicanas tocam nos meus ouvidos.

Alceu e seus múltiplos sentidos para se chegar ao lugar de poucos. Num ápice, nem queria escrever esse texto, mas metamorfosear a alegoria e coisa e tal, não resisti.

Somos todos iguais? De jeito nenhum. Saudade de você, Alceu. Adorei a nova canção que você cantou para mim pelo telefone, mas é segredo, deixa sair o single…

Kapetadas

1 – Antes de discutir com alguém, eu já vou perguntar: “A Terra é redonda ou plana?” – Já pra decidir se vou ou não perder meu tempo.

2 – É aquilo, né? Ajudar o colega da mesma profissão não gera concorrência, gera admiração. Só os mais fodas entendem isso.

3 – Som na caixa: “Linda morena fruta de vez temporana, caldo de cana caiana vem me desfrutar”, dele

* Os textos dos colunistas e blogueiros não refletem, necessariamente, a opinião do Portal MaisPB

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