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Trump diz que ajudaria a resolver tensões na Ásia

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publicado em 20/07/2019 às 11h50

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem (19) que está disposto, se necessário, a ajudar a resolver as crescentes tensões entre a Coreia do Sul e o Japão.

Falando à imprensa da Casa Branca no Salão Oval para marcar o 50º aniversário da missão lunar Apollo 11, Trump disse que o presidente sul-coreano Moon Jae-in perguntou-lhe se poderia mediar a questão. “É como um trabalho de tempo integral envolver-se entre o Japão e a Coréia do Sul”, disse Trump.

Acrescentou que dará sua contribuição se os dois países precisarem dele. O presidente não deu mais detalhes sobre o tipo de pedido feito por Moon e afirmou que prefere que Seul e Tóquio resolvam a disputa comercial por conta própria.

As observações de Trump sobre o confronto entre Coreia do Sul e Japão são seus primeiros comentários sobre o assunto e podem sinalizar uma medida de Washington para tentar intermediar um entendimento e evitar que o nível de desentendimento ultrapasse a área de semicondutores e se transmita ao domínio da segurança.
Em um comunicado enviado aos repórteres, o porta-voz da presidência, Ko Min-jung, disse que Moon pediu a Trump durante um encontro no mês passado que preste atenção a uma possível disputa comercial entre Seul e Tóquio.

Naquela época, relatos da mídia japonesa afirmavam que o Japão poderia tomar medidas de retaliação econômica contra a Coréia do Sul após as decisões de um tribunal de Seul contra empresas japonesas no ano passado.
Em 2018, a Suprema Corte da Coréia do Sul ordenou que empresas japonesas compensassem as vítimas de trabalho forçado durante a Segunda Guerra Mundial. Tóquio protestou fortemente contra as decisões, argumentando que todas as questões de reparação foram resolvidas sob um tratado de 1965, quando os dois países concordaram em normalizar as relações diplomáticas.

Em retaliação, Tóquio aplicou as restrições de exportação aos sul-coreanos de semicondutores e outros componentes sensíveis de alta tecnologia no início deste mês e alertou que poderia adotar medidas adicionais de retaliação, como a remoção da Coréia do Sul da lista de países que recebem tratamento preferencial em procedimentos comerciais. A retenção de exportações de materiais críticos usados ​​na fabricação de semicondutores e displays pode afetar a economia sul-coreana e até mesmo o mercado mundial.

O governo sul-coreano refutou a acusação do Japão de que a Coreia do Sul violou a lei internacional ao não cumprir o que chama de prazo arbitrário estabelecido por Tóquio para discutir a questão da compensação do trabalho forçado. Instou repetidas vezes ao país vizinho que tome medidas para lidar com a situação de maneira diplomática, e recentemente alertou que a escalada de tensões poderia colocar em risco a cooperação de segurança entre os dois lados que trabalharam estreitamente para desnuclearizar a Coréia do Norte.

Agência Brasil

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